Devotos de Nossa Senhora rezam ao ar livre


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EM DEFESA DA VIDA - Com terços nas mãos, dez grávidas conduziram o primeiro mistério do 12º Terço Público Diocesano rezado na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, na tarde de onte
EM DEFESA DA VIDA - Com terços nas mãos, dez grávidas conduziram o primeiro mistério do 12º Terço Público Diocesano rezado na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, na tarde de onte
A tarde de ontem foi marcada por orações para Nossa Senhora na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro. Com terços de plástico, madeira ou pedras em mãos, mais de mil devotos da santa se reuniram ao ar livre para rezar o 12º Terço Público Diocesano e pedir intercessão de Nossa Senhora em defesa da vida. Eram esperadas de 1.200 a 2 mil pessoas, mas com o feriado de Corpus Christi muitos viajaram. As orações duraram mais de uma hora e meia. O terço, dentre outras causas, foi rezado para a pequena Bruna Franceschini, criança de um mês que teve meningite aos oito dias de vida e está internada. As 50 ave-marias foram conduzidas por cinco grupos diferentes. Os convidados rezaram na Concha Acústica, que estava enfeitada com um painel cheio de fotos de Nossa Senhora, a imagem da santa e bexigas azuis e brancas. As primeiras a rezarem foram dez grávidas. A sapateira Talita Borges, 21, foi uma delas. No sétimo mês de gravidez, chamará a filha de Maria Clara, em homenagem à santa. “Sou devota de Maria, a mãe de Jesus. É uma emoção estar aqui”, disse. A reza das ave-marias foi intercalada com músicas e testemunhos. Uma das histórias mais emocionantes foi a de Elenir Malta. Um de seus filhos nasceu com deficiência física e depois de uma reunião com 18 médicos em Ribeirão Preto, disseram que a criança nunca iria andar. “Não era de rezar e não acreditava em Deus, mas cheguei em casa e pedi para Nossa Senhora, que se fosse para o bem dele, que ele andasse ou que eu aceitasse aquela situação. Fiz uma promessa: se ele andasse, eu carregaria a imagem dela por três dias comigo”. O garoto começou a andar. “Cumpri a promessa”. O segundo mistério foi conduzido por integrantes do Ministério de Cura e Libertação. Os demais por dez internas da Amafem (Associação Mãe Amiga de Amparo Feminino), representantes das famílias Peixoto, Pimenta e Fonseca, que há 15 anos se reúnem todas às quartas-feiras para rezar o terço em família e seis moradores da Casa São Camilo de Lélis, com deficiências mental e física, vítimas de derrame ou com depressão, que encerraram o terço com a condução do quinto mistério. Os presentes rezaram salve-rainha e aplaudiram Nossa Senhora depois das 50 ave-marias. Na seqüência, 40 crianças da Paróquia São Crispim cantaram e coroaram Nossa Senhora sob uma chuva de pétalas de rosas. Fogos de artifício encerraram o evento. O Terço Público foi realizado pelo 12º ano consecutivo. O encontro é promovido pela RCC (Renovação Carismática Católica), movimento da Igreja Católica. “Queremos que as pessoas tenham devoção por Nossa Senhora como nossa mãe e intercessora, porque Ela está perto de Jesus”, disse a coordenadora do evento, Vera Peres. O tema deste ano foi Mãe Auxiliadora, fonte de amor e proteção à vida, em referência à Campanha da Fraternidade 2008.

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