Sem vagas, ONG pede socorro


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Filhotes são acolhidos no canil da ONG Cão que Mia em Claraval (MG). Animais recolhidos das ruas esperam por adoção
Filhotes são acolhidos no canil da ONG Cão que Mia em Claraval (MG). Animais recolhidos das ruas esperam por adoção
Superlotada, a ONG Cão que Mia, que cuida de cachorros e gatos abandonados, está passando por dificuldades. A situação ficou mais complicada desde 17 de abril, quando entrou em vigor a lei estadual que proíbe o sacrifício de animais capturados pelo município. A partir desta data, a Prefeitura suspendeu os serviços da carrocinha. A ONG já sente os reflexos da medida. Com capacidade para cem animais, abriga 230. Antes da lei, a entidade recebia em média três chamados por dia para recolher cães e gatos. O número subiu para oito. As pessoas chegam a arremessar os bichos pelo muro dos canis mantidos em Patrocínio Paulista e Claraval (MG). A falta de espaço não é o único problema. Os 20 voluntários da ONG Cão que Mia necessitam de ajuda para comprar ração, medicamentos e castrar os animais. Só de ração são consumidos cem quilos por dia. São gastos R$ 5.500 por mês para manter os bichos. Não há ajuda do governo. “Desse total, recebemos R$ 1.500 de doações. O restante a gente tira do próprio bolso. Mas não estamos dando conta. Nem pegamos todos animais porque não temos condições de abrigá-los e mantê-los”, disse a industrial Aleni de Sousa, voluntária da Cão que Mia. É fácil ajudar. A ONG precisa de ração, vasilhas, cobertores ou dinheiro, que são aplicados em castração. Os voluntários aprovam a lei, mas são contra o posicionamento da Prefeitura. “Somos favoráveis à lei, mas a Prefeitura tem de recolher, castrar e depois doar os animais, mas não está cumprindo seu papel”, disse a voluntária Adriana Lopes. Em entrevista na semana passada, Fernando Baldochi, chefe de vigilância em saúde, avisou que o recolhimento continuará suspenso, sem data para ser reativado. Antes da lei, a Prefeitura recolhia cerca de 200 cães e gatos por mês. Apenas 10% era adotado, o restante sacrificado. “A lei não proíbe o recolhimento, proíbe a eutanásia, mas não tem sentido recolher porque não temos condições de manter os animais no Canil Municipal”. DOAÇÕES Quem quiser conhecer o trabalho da ONG e até ganhar um cachorro ou gato pode visitar os dois abrigos da entidade ou ir até as feiras de adoção. Hoje, 30 filhotes serão doados na feira na Avenida Major Nicácio, perto da Padaria Estrela, das 10 às 17 horas. No domingo, os animais poderão ser adotados durante a 39ª Expoagro, das 10 às 12 horas. Os bichos são vacinados contra raiva e vermifugados. “Temos muitos animais adultos que são dóceis e carinhosos à espera de um dono”, disse a voluntária Adriana. Os interessados devem apresentar RG e assinar um termo de responsabilidade. Após a doação, as voluntárias costumam acompanhar os cuidados com os bichos. “Se for preciso, recolhemos o animal novamente”, disse Aleni. Os contatos da ONG Cão que Mia para doações, visitas aos canis e adoções são 9999-4901 (Aleni) ou 9151-6968 (Adriana).

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