Acabou o suspense. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) é candidato à reeleição. Ele tentou adiar o assunto ao máximo, mas, na última terça-feira, em uma entrevista que durou mais de duas horas na sede do Grupo Corrêa Neves de Comunicação, não conseguiu segurar e admitiu: “Quero ser candidato”. Com o apoio do partido, da família e sem nada que o faça perder a vontade de continuar no comando da administração, Sidnei avisa que deve ir para a guerra e que “vai ser para ganhar”.
Na longa entrevista, o prefeito tentou se esquivar para não anunciar a decisão. Disse que ainda precisava negociar com outros partidos. “Política é a arte de conversar”, repetiu, no início, tentando parecer indeciso. “Porque eu sozinho não vou resolver tudo”. Mas sua convicção característica não tardou a marcar presença. Pressionado sobre o que faltava para que decidisse ser candidato, disse que só dependia da sua própria vontade. “Não tem nada que poderia tirar a minha vontade. A não ser que fosse uma decepção muito grande. O trabalho foi muito difícil. Não foi fácil o que nós construímos em quatro anos... Você se apega um pouco a isso”.
Dono de uma larga aprovação popular, Sidnei sabe que tem cacife para comandar o jogo. A última pesquisa de intenção de votos encomendada pelo Comércio ao instituto Datalink indicou que seis em cada dez francanos votariam nele. Pela mesma pesquisa, publicada em dezembro de 2007, o prefeito tem aprovação de 69,7% da população, que deu nota 7,3 para o governo. Sidnei avisou que está aberto a discussões com os partidos, mas apenas sobre propostas. Barganhar cargos ou secretarias, nem pensar. “Todo mundo pode participar do processo. Depois, se você for eleito, você escolhe as pessoas com o perfil adequado para a função pelos quadros dos partidos. Essa negociação, feita antes do resultado da eleição, nunca se mostrou positiva. Haja vista o governo Lula. Ele foi negociando, tinha 15 ministérios, hoje tem 40. Isso é um saco sem fundo”.
FUTURO
Confiante no trabalho que desenvolveu nos últimos três anos e cinco meses, Sidnei Rocha disse que, caso vença, manterá boa parte da equipe que o acompanhou no primeiro mandato. “Se eu ganhar a eleição, eu não vou trocar todo mundo. Não sou louco”.
Sem modéstia, disse que pretende “administrar como está administrando” e cita apenas a criação de mais creches e investimentos na Educação como objetivos para uma possível reeleição. “Acho importante criarmos duas, três creches por ano para dar um apoio a essa meninada que fica sozinha em casa”.
A grande missão do prefeito, para ele, é formar um sucessor nos próximos quatro anos. “O que eu fiz no rádio, de criar gente nova, ensinar, orientar, eu já estou fazendo um pouco na política, mas eu quero mais. Deixar um ensinamento”, disse, sem citar nomes de eventuais pupilos.
Sidnei Rocha ainda falou sobre possíveis vice-prefeitos que possam acompanhá-lo na reeleição, sobre como foi ir para a Vasp, em 1987, o cenário político que se forma em Franca, os problemas da Santa Casa, sua conturbada relação com seu vice, Ary Balieiro (PTB), e fez uma avaliação - mais uma - da administração do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT). Tudo, com exclusividade, na edição de domingo.
Colaborou Leandro Vaz
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