Comércio da Franca - Quais são seus preparativos para as eleições 2008?
Sidnei Rocha - Preparativo meu, não tem nenhum. Primeiro, está longe. Segundo, a gente não pode descuidar da administração. Tem que acompanhar sempre de perto. Para frente, começam algumas conversas, alguns entendimentos. Isso vai acontecendo naturalmente. Quando eu disse final de maio, temos até meados de junho para ir discutindo. A partir de 15 de junho começam as convenções. Você tem um tempo para conversar e fazer entendimentos políticos. Não tem pressa. Pressa é até a convenção. Tá valendo. Convenção é no fim de junho.
Comércio - O senhor decidiu que quer o apoio do partido para ser candidato?
Sidnei - Qual partido? Qual deles?
Comércio - O seu...
Sidnei - PSDB? Eu já tenho o apoio decidido do PSDB faz tempo. Depende só da minha vontade.
Comércio - Qual é a sua vontade?
Sidnei - A minha vontade é... Eu estou estudando, para ser ou não ser. Talvez eu seja. Entendeu? Eu quero conversar primeiro. Política é a arte de conversar. Política tem que ter muita conversa. Que é outra paciência que vocês não conhecem que eu tenho. Conversar de política.
Comércio - O que o faria não ser candidato?
Sidnei - Ah... Nada... Humm... Nada... Não tem nada que, que poderia tirar a minha vontade. A não ser que fosse uma decepção muito, muito, muito, muito grande. Porque o trabalho foi muito difícil. Então você construir isso que nós construímos em quatro anos, você se apega um pouco a isso. Não foi fácil não. Foi uma das missões mais difíceis que eu enfrentei na minha vida. Foram esses quatro anos. Sem choro, que eu não sou de chorar. Eu gosto mais de enfrentar a guerra. Eu sou da guerra. Mas... Quando eu fui candidato da última vez, fiz um acordo com a minha família, principalmente com os meus filhos. Quando eu disse que estava pensando em sair candidato eles me disseram “se for para sair como das últimas que você não deu bola, nós somos contra. Se for sair para ganhar, nós te apoiamos”. Foi esse o compromisso que eu fiz com a minha família e por isso fui um gigante na campanha. Eu visitava fábrica de sete da manhã até as cinco da tarde, gravava rádio, gravava televisão, fazia comício. Virei um gigante naquela campanha porque eu tinha um compromisso com a minha família.
Então, tudo me motiva para ser candidato. Eu não quero dizer sou candidato porque preciso conversar. A minha família não interfere. Nunca ninguém da minha família disse “não vai, não mexe”. Então eu não tenho problemas.
Comércio - Se a sua família apóia o senhor, o partido também e não há nada que o impeça de ser candidato, falta conversar com quem?
Sidnei - Conversa política com companheiros. Eu tenho uma equipe muito boa. Eu não conversei com eles ainda sobre a disposição de cada um. Porque eu sozinho não vou resolver tudo. Preciso de uma equipe. Essa equipe precisa estar disposta. Partidos políticos... todos querem conversar. A conversa política toma muito tempo. Eu tenho uma razão para ter marcado o final de maio, mais próximo das convenções. Porque a conversa política é demorada e eu tenho um expediente político muito pesado. Por isso eu marquei para mais perto. Aí diminui o tamanho das conversas políticas.
Comércio - E o espaço para concessões?
Sidnei - Também (diz de bate-pronto e segue em frente). Eu fico lendo no jornal: se reuniram sete partidos políticos, dez partidos políticos. No dia seguinte, eu corro para ver o resultado. Qual o resultado? Não resolveram nada. Política é um pouco assim. Então eu quero tentar mais objetividade na hora que for conversar para tomarmos decisões mais rápidas sobre o posicionamento de cada um. O que cada um vai fazer.
Comércio - Se o senhor quer objetividade, não vai até uma reunião com o partido sem saber se é ou não candidato...
Sidnei - Primeiro você diz: “vocês gostariam que eu fosse?” Aí eles resolvem se manifestar.
Comércio - Mas o seu partido já anunciou o apoio ao senhor.
Sidnei - O meu sim. O meu sim.
Comércio - Então se eles decidirem que o senhor será candidato, o senhor será candidato?
Sidnei - Não. Não, necessariamente. Caminha para isso. Agora eu vou conversar com os partidos para ver se eles querem se aliar. Acho que... está a caminho sim. Vocês querem que eu diga: “vou ser candidato”. Eu não posso falar. Eu já falei que tudo me motiva...
Comércio - O senhor quer ser candidato?
Sidnei - Quero. Quero. Tudo me motiva... (risos). Até porque não dá para segurar mais.
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