O número de pessoas que tiveram meningite em Franca cresceu. De janeiro a abril de 2008, foram registrados 22 casos, 29% a mais que no mesmo período do ano passado. Uma das vítimas morreu. Em 2007, a Secretaria de Saúde registrou 54 casos no total, sendo 17 até abril. Apesar do aumento, o secretário da pasta, Alexandre Ferreira, descarta surto e disse que não há motivo para alarde. “A oscilação das ocorrências é normal. Estamos tranqüilos porque não existe relação entre os casos. Se houvesse, era sinal de falha no controle e prevenção da secretaria”.
A meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas que ficam no ar ou vivem no próprio organismo do paciente e, quando a imunidade fica comprometida, conseguem atingir o sistema nervoso central. A doença é grave e pode matar em questão de horas.
Das 54 vítimas da doença em 2007, sete morreram. Além do risco de morte, os doentes podem ficar com seqüelas, como paralisia de membros do corpo, retardo mental e problemas de visão e audição.
No primeiro quadrimestre deste ano, já houve aumento de 29% das ocorrências em relação ao ano anterior. A tendência é que os casos se tornem ainda mais freqüentes de maio a agosto, meses de inverno. O frio e ambientes fechados são mais propícios à contaminação. “Nessa estação há um aumento da transmissão de doenças por via aerógenas (pelo ar) em função do clima seco e das pessoas ficarem em ambientes mais fechados, que favorecem a transmissão de doenças pelo ar”, disse o secretário Alexandre Ferreira.
A prevenção pode ser feita com vacinas, mas existem doses para apenas dois tipos de bactérias que causam meningite e só são oferecidas na rede particular, a partir de R$ 150 a dose. O valor torna a imunização inacessível para muitas pessoas. O contato prolongado com doentes deve ser evitado. “Não existe determinação do Ministério da Saúde para fornecermos a vacina de meningite. Seguimos as normas do governo federal. Quem tem condições recorre à rede particular”.
CONTROLE
Cabe à Secretaria da Saúde, através da Vigilância Epidemiológica, controlar os casos da doença. A meningite é de notificação obrigatória. Os hospitais da cidade são monitorados diariamente para registro e acompanhamento das ocorrências. “Quando são registrados casos, fazemos o controle dos comunicantes, que são as pessoas que tiveram contato com os doentes. Fazemos bloqueios com vacinas ou antibióticos”, disse o secretário de Saúde. Os bloqueios são feitos apenas em casos de meningite causada por bactéria meningococo e haemophilus. A determinação é do Ministério da Saúde.
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