A prevenção das meningites pode ser feita basicamente de três maneiras: através de vacinas, tratamento correto de doenças de base e evitar contato com doentes. Nem todas vacinas são oferecidas pela rede pública. Dependendo da idade, é preciso tomar quatro doses e pagar R$ 1 mil por elas.
As clínicas particulares oferecem dois tipos de vacinas. Um deles evita a meningite bacteriana, causada pelo meningococo tipo C (um dos tipos mais graves da doença), e custa R$ 150 a dose. Dos dois meses a 1 ano, a criança precisará de 3 doses e, acima de 1 ano, a dose é única. Adultos e idosos podem ser imunizados.
A rede particular ainda disponibiliza imunização contra o pneumococo sete-valente para o público de 2 meses a 9 anos. Dos 2 aos 7 meses, é preciso receber quatro doses; dos 7 meses a 1 ano, três; de 1 a 2 anos, duas e, a partir dos 2 anos, a dose é única.
Algumas meningites são causadas por agentes já presentes no organismo, que podem atacar o sistema nervoso. Normalmente isso ocorre quando a vítima já é portadora de outra doença, como tuberculose e aids, além de caxumba, sarampo e outras. Nestes casos, a resistência imunológica fica comprometida e, se as doenças não forem tratadas corretamente, podem complicar e provocar inflamação das meninges.
Três tipos de vacinas oferecidos pela rede pública ajudam a imunizar contra meningites. A BCG protege contra a causada pelo bacilo da tuberculose. A tetra valente protege contra o hemófilos B que também provoca a inflamação nas meninges. O outro tipo que imuniza é a tríplice viral. “Essa vacina protege contra caxumba, rubéola e sarampo, que, se não forem prevenidas ou cuidadas, podem resultar em meningite. Ao recebê-la, o usuário acaba protegido contra meningite também”, disse Homero Rosa Júnior, médico da Vigilância Epidemiológica.
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