Chama-se Taser e é de fabricação americana a pistola usada ontem para pôr fim em poucos minutos à confusão armada diante da Santa Casa ao longo de mais de seis horas. Trata-se de uma arma não-letal que envia uma descarga elétrica de 50 mil volts e paralisa o sistema nervoso de uma pessoa por cinco segundos. Nesse meio tempo, o autor do disparo pode desarmar e dominar o alvo.
O modelo usado ontem possui dois eletrodos, ligados a dois fios de cobre, e ter poder de alcance de quatro, seis ou oito metros. Ao disparar, a arma lança os dispositivos que, ao atingir a vitima, dão uma descarga elétrica com duração de cinco segundos. Se pressionado novamente o gatilho, novas descargas são dadas a cada um segundo e meio. O equipamento possui mira a laser para evitar erros acidentais. Um policial militar que estava perto de Antônio Fernando chegou a sentir os efeitos do choque.
No Brasil, o uso da arma de eletrochoque é restrito a forças policiais. As polícias de Franca não dispõem do equipamento. Com apenas 36 mil habitantes e 25 guardas municipais, a cidade de Guaíra (localizada entre Ipuã e Barretos) foi a segunda no Estado a adquirir a Taser. Conta com 15 unidades.
Estudante do 3º ano do curso de Direito da Unifran, o guarda Paulo Sérgio foi o autor do disparo que imobilizou o homem que tentava se matar com a faca. Os parceiros Carvalho e Ferreira completaram a equipe que veio a Franca. Saiba detalhes.
Comércio da Franca- O que o senhor pode falar sobre a Taser?
Paulo Sérgio - É uma arma não-letal que foi importada pela nossa prefeitura dos Estados Unidos. Cada pistola foi adquirida por U$ 860, fora os cartuchos e demais acessórios que usa. É uma arma que foi criada para salvar vidas e é muito importante no trabalho policial.
Comércio - Como ela funciona?
Paulo Sérgio - Ela emite uma descarga elétrica de 50 mil volts, mas com uma amperagem muito baixa, que não faz mal à saúde. Após ser atingida, a pessoa perde completamente o movimento dos músculos. Fica imobilizada por cerca de cinco segundos.
Comércio - A pistola é muito usada em Guaíra?
Paulo Sérgio - Nossa cidade é pequena e pacata. Quase não usamos a arma.
Comércio - Como fizeram para render o rapaz em Franca?
Paulo Sérgio - O pessoal da polícia distraiu ele de um lado da porta e nós entramos do lado contrário. Dei um tiro certeiro e o pessoal já o imobilizou. A arma que eu trouxe tem um alcance de oito metros.
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