Foi um sofrimento muito grande, diz pai


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SOFRIMENTO -  O aposentado Getúlio Rezende, 69, acompanha o trabalho de negociação dos policiais
SOFRIMENTO - O aposentado Getúlio Rezende, 69, acompanha o trabalho de negociação dos policiais
O aposentado Getúlio Rezende, 69, que por muitos anos comandou uma banca de jornais no Centro de Franca, é o pai de Antônio Fernando Rezende, que ameaçou se matar, ontem, diante da Santa Casa. Morador na Vila Flores, acompanhou, angustiado, o filho o tempo todo e tentou, em vão, convencê-lo a se entregar. A mãe passou mal, com hipertensão, e precisou ser medicada. Com o desfecho positivo da ocorrência, Getúlio fez questão de agradecer a todos os policiais que trabalharam na ocorrência. “Foi um sofrimento muito grande. Fiquei assustado demais. Estou muito triste. Tinha fé em Deus que fosse dar tudo certo. Devo muita obrigação para a polícia”. Ele disse que o filho sofre de esquizofrenia, uma doença mental grave que se caracteriza por um conjunto de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações, delírios, ausência de emoções e sentimentos e perda de contato com a realidade. “Ele não tem vício nenhum. Só a doença, coitado”. Antônio Fernando já havia sido internado outras três vezes no Hospital Alan Kardec. De acordo com o pai, ele deixou de tomar o remédio há cerca de 15 dias. “Foi isto que atrapalhou tudo. Ele ficou fora de si e estava ameaçando todo mundo. Não queria ser internado de jeito nenhum. Eu não sabia que estava armado. Não vi quando colocou a faca na bolsa”.

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