Algumas avenidas e ruas da cidade que acabaram de ser recapeadas pela Prefeitura estão sofrendo com o velho problema dos buracos. Desta vez, o problema não é qualidade do serviço e do material usado, mas sim a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico e Esgoto do Estado de São Paulo). Para realizar novas ligações de água e esgoto, principalmente no Centro de Franca, a empresa tem “quebrado” o asfalto recém-colocado, abrindo verdadeiras trincheiras, que, muitas vezes levam semanas para serem tapadas.
A prática tem gerado muita reclamação dos moradores. As intervenções já aconteceram nas Avenidas Major Moura Mattos e Dom Pedro e nas Ruas Simpliciano Pombo, Distrito Federal e São Paulo. A Prefeitura não tem dados exatos sobre quantos pontos teriam sido alterados pela Sabesp.
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Segundo Rui César, gerente distrital da Sabesp, a necessidade de “abrir” o asfalto para reparos e novas ligações acontece porque a rede de esgoto e águas da cidade é antiga e, na maioria dos bairros, passa por debaixo do asfalto das ruas. “Nos bairros mais novos, os serviços são realizados nas calçadas, sem a necessidade de invadir o asfalto. Nos antigos, não há outro jeito. Não temos alternativa”, disse.
BOOM ECONÔMICO
O bom momento da economia local registrado nos últimos meses e o surgimento de novas construções, principalmente nos vazios urbanos do Centro, têm gerado um aumento nos pedidos de ligações de água e esgoto. De acordo com o executivo da Sabesp, as projeções de execuções do serviço de esgoto em 2008 devem ser 55% maiores em relação ao ano de 2006 e 15,1% em relação a igual período do ano passado.
Para evitar que os buracos abertos para a execução dos trabalhos se transforme em problema, Rui César disse que a Sabesp investiu em melhoria no serviço de reposição da massa asfáltica. “Nossos profissionais fizeram cursos para a melhor utilização e colocação do asfalto para tapar os buracos, por isso acreditamos que não deterioraremos o recapeamento da Prefeitura”, disse.
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