A advogada francana Adriana Tellini Pedro continua fazendo parte dos quadros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Apesar dos pedidos da subseção de Franca e do Tribunal de Ética e Disciplina, de Ribeirão Preto, o Conselho Seccional do Estado decidiu não expulsar Tellini. Em vez da pena máxima, ela foi suspensa por 11 meses. Como o processo corre em sigilo absoluto, quem comunicou a decisão foi a própria defesa de Telini.
Segundo o advogado Antônio Moraes Silva, 70, que defende Adriana, o Conselho não conseguiu reunir os dois terços necessários de 65 membros para aplicar-lhe a pena máxima.
A despeito do que foi decidido pelo Conselho Seccional, a advogada não está completamente livre de ser expulsa dos quadros da OAB. Adriana responde a dois processos disciplinares na instituição.
O primeiro corre há dois anos, quando a polícia flagrou, em escutas telefônicas autorizadas pela justiça, a advogada combinando assaltos a seus próprios clientes. Ela foi suspensa por um ano, mas a ação ainda deve demorar a ser concluída. O segundo foi aberto depois de a Polícia pedir a prisão de Telini sob a suspeita de ela ter participado do roubo ao casal de comerciantes Milton de Souza Morais e Elizabetti Tozzi, há exatos quatro meses.
Eles foram roubados em cerca de R$ 100 mil em jóias depois de terem saído do seu escritório.
DOIS ANOS HOJE
No dia 21 de maio de 2006, o jornal Comércio da Franca publicou trechos transcritos de conversas de Adriana Tellini com bandidos. A polícia obteve diálogos da advogada com marginais, indicando o local para onde iria uma cliente que portava R$ 30 mil em uma bolsa. O dinheiro era originado de partilha de uma casa em processo de separação judicial. O assalto só não foi consumado porque o alvo, ou seja, a cliente de Adriana, desviou o seu caminho e não encontrou as armas empunhadas pelos meliantes.
Já no episódio do roubo das jóias, a participação teria sido mais direta: um bandido, seu namorado, teria tomado a liberdade de acionar os bandidos que estavam em uma moto para executarem o “serviço”.
SEM CONSENSO
O presidente da subsecção de Franca da OAB, Mansur Jorge Said, 33, acredita que ela deixará de integrar os quadros da Ordem. “A acusação que originou no segundo processo agrava a sua situação. A exclusão é uma hipótese possível”, disse, ao vivo, em entrevista à Difusora na manhã de ontem.
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