O prefeito Sidnei Franco da Rocha (acima à direita)chegou meia hora antes do horário marcado para sua participação no programa Rádio Cidade apresentado pelo diretor da Difusora, Everton Lima. Bem-humorado ele passeou pela redação acompanhado do diretor responsável do Grupo Corrêa Neves, Corrêa Neves Júnior, e pela presidente do Conselho de Administração, Sônia Machiavelli Corrêa Neves. Passou pela sala de reunião de pauta, brincou com os editores e seguiu para os estúdios da rádio. Lá, pediu para aumentar a temperatura porque estava sentindo frio nas pernas e comentou sobre a infra-estrutura da Rádio Difusora.
A entrevista fazia parte do quadro “A Música da Minha Vida”, mas o que menos se falou foi de música. Everton Lima começou dizendo que não queria falar do “Sidnei prefeito” e sim, do “Sidnei radialista”. Nascido em Itirapuã, Sidnei recordou que aos 13 anos do dia 29 de janeiro de 1957, às 17h45, ele se mudou para Franca. Falou do saudoso pai, Joaquim Franco da Rocha, e da mãe, dona Quita.
No começo teve uma vida difícil, vendia frutas e engraxava sapatos. Seu primeiro emprego foi de entregador do jornal Comércio da Franca. Depois seguiu para a oficina, revisão de provas e em seguida para a redação, onde descobriu o jornalismo.
Na adolescência trabalhou como assessor do então prefeito Hélio Palermo, quando a sede da prefeitura ainda era no museu. “Para praticar e pagar a faculdade de Direito, prestei concurso e trabalhei como escrivão de polícia de 1968 a 1973”, disse.
Neste período acumulou várias atividades: “Escrevia no jornal, falava na rádio, era assessor do prefeito, depois na outra administração passei a ser assessor de Esporte, diretor da Francana, diretor do Clube dos Bagres, vice-presidente da Liga de Futebol... era uma atividade monstro, que acabou causando ciúme na polícia”, comentou, ressaltando que quando trocaram o chefe da polícia ele foi transferido para Rifaina e teria que morar lá. “Um dia sentei em frente à delegacia, na prainha e pela primeira vez eu escutei o barulho do silêncio e pensei que eu ia ficar louco. Logo depois, pedi demissão”, afirmou.
Num bate-papo descontraído com Everton Lima, o prefeito recordou o programa policial Boca no Trombone, que começou por acaso e depois se consagrou com 80% de audiência do rádio. “Me deu cada dia mais responsabilidade. Tenho uma virtude que é o contrário do que muita gente fala, escreve e comenta: sou uma pessoa humilde. A cada dia melhorei a minha cultura e estilo para ser sempre o melhor”, disse Sidnei.
A POLÍTICA
Ao longo da conversa, Sidnei contou por que resolveu ingressar na carreira política. “Na rádio, quando cansei de criticar os políticos, de indicar caminhos e de opinar, resolvi entrar na política, mas eu odiava política partidária”.
Segundo ele, em uma ocasião, o então prefeito Hélio Palermo tinha um projeto importante para ser votado, “mas os vereadores o aprovaram em troca da sua exoneração, isso me fez entrar para a política”.
Vereador frustado porque não conseguiu colocar as coisas no rumo, Sidnei se candidatou à Prefeitura. “Na verdade só tomei gosto pela política como prefeito”.
Faltando cinco minutos para o programa acabar, o tema música foi discutido. “Gosto de mais de 300 músicas, mas depende do momento”, disse Sidnei. “Se você Everton fosse a Diva (mulher de Sidnei Rocha), eu escolheria Noite do Meu Bem. No rancho tomando uns birinaites gosto de ouvir Sentimental, de Altemar Dutra, e Disparada, de Jair Rodrigues”, revelou.
No final, o prefeito elegeu o hit A Estrada da Vida, de Milionário & José Rico, como a música da sua vida e reclamou que o tempo da entrevista foi muito curto. “Da próxima vez deixem duas horas reservadas para a minha entrevista”, encerrou.
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