Os comerciantes que possuem ponto entre as Ruas Evangelista de Lima e Afonso Pena, na Avenida Doutor Hélio Palermo, fizeram um acordo com a Prefeitura ontem para “conviverem em paz” com as obras de recuperação do canal dos Bagres. Os serviços começaram nesta segunda-feira e, por 120 dias, interromperão parte das duas pistas da avenida, ficando uma via estreita de 3,80 metros para a passagem de veículos.
Mesmo com a possibilidade de amargarem prejuízos, cerca de 50 empresários que se reuniram ontem com a secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, apoiaram as obras, mas vão criar uma comissão para acompanhar o seu andamento.
Desde ontem, equipes da Infratécnica, construtora local vencedora da licitação do Bagres, estão trabalhando na avenida. A primeira ação foi a demolição das pontes da Rua Afonso Pena, que corta a Hélio Palermo, ligando as Vilas Formosa e Monteiro. Os serviços seguirão no sentido Galo Branco por 600 metros. Os trabalhos serão feitos de segunda a segunda. A idéia é alargar a calha do Bagres. O córrego que tem 1,80 metro em seu leito e uma profundidade de 3,60 metros passará para 7 metros de leito e boca de 4,30 de profundidade.
De acordo com Valéria Marson, as medidas aumentarão a vazante local de 80 para 130 metros cúbicos de água por segundo, números suficientes para conter enchentes para os próximos 100 anos. “Com as obras, resolveremos as enchentes daquele ponto”, disse.
Os serviços no Córrego dos Bagres consumirão R$ 4,5 milhões, sendo que R$ 1,5 milhão é a contrapartida da Prefeitura nos serviços. Ainda segundo Valéria Marson, a obra não poderá levar mais do que 4 meses para ficar pronta, sob pena de multa para a empresa.
PACIÊNCIA
Ontem, a Prefeitura dividiu a responsabilidade das obras na Hélio Palermo com os comerciantes. Durante a apresentação dos serviços, a secretária Valéria Marson pediu paciência e compreensão, além de sugestões para que os problemas sejam amenizados.
Segundo o dono de uma empresa de componentes para TV que funciona na avenida, Reginaldo Pizani, o período das obras deve gerar prejuízo. “Mas ainda assim eu acredito que uma solução para as enchentes será a melhor saída”, disse. Em 2007, ele teve sua loja tomada pela água do Córrego dos Bagres e perdeu cerca de R$ 2 mil em mercadorias.
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