A pensionista Zilda Catarina Souza, 56, morreu carbonizada durante um incêndio que destruiu sua casa no fim de semana em Miguelópolis. Ao perceberem as chamas, vizinhos tentaram resgatá-la, mas não obtiveram êxito. A cidade não tem Corpo de Bombeiros e quando um caminhão-pipa chegou já era tarde demais. Não se sabe quais foram as causas. A polícia investiga se o fogo foi provocado intencionalmente.
A vítima era viúva, tinha dois filhos e morava sozinha em uma casa simples da Avenida Antônio Alves, Bairro Cerâmica. No imóvel, não tinha energia elétrica, nem água potável. No início da noite de sexta-feira, de acordo com informações do jornal O Bandeirante, Zilda estava no portão quando viu um princípio de incêndio no interior. Ela teria entrado e sido atingida pelas chamas. Seus gritos de socorro atraíram a atenção dos vizinhos.
O primeiro a chegar à casa tomada pelo fogo foi Paulo Sérgio da Silva. Ele chegou a colocar um cobertor no corpo da mulher, mas o telhado desabou e as chamas ficaram mais intensas. A testemunha não teve como tirar Zilda do meio do fogo. Desesperados, populares pediram a ajuda do caminhão-pipa da prefeitura.
Enquanto o socorro não chegava, vizinhos empunharam baldes e mangueiras e tentaram apagar as chamas. Apesar do esforço, não conseguiram salvar a vida da mulher. Zilda morreu carbonizada na sala. Peritos de Ituverava estiveram no que sobrou da casa e examinaram os escombros para tentar apurar as causas do acidente. O laudo oficial ficará pronto em 30 dias.
A princípio, cogitou-se que uma vela poderia ter dado origem ao fogo, mas o comentário na cidade é de que um parente, com quem a vítima teria discutido horas antes, poderia ter colocado fogo na casa.
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