A 26ª edição do Passeio Franca-Restinga atraiu uma multidão para a Rodovia Nestor Ferreira, que liga as duas cidades, na manhã de domingo. Segundo a Prefeitura de Franca, mais de 30 mil participantes concluíram o percurso de 13 quilômetros. A maioria era de jovens, mas crianças e idosos também marcaram presença. Em média, o trajeto foi percorrido em três horas.
Dois trios elétricos animaram o passeio, que começou às 8h30. Antes, largaram os competidores das corridas - a pé e ciclística. A organização montou pontos de distribuição de água e banheiros químicos. As Polícias Militar, Ambiental e Rodoviária foram responsáveis pela segurança. Não houve incidentes durante o percurso. Exceção feita ao retorno, quando um ciclista foi atropelado e morto na rodovia.
A variedade dos participantes foi uma atração à parte. Tinha de tudo. Bom exemplo é Mel. Ela acordou cedo no último domingo. Vestia roupa leve e boné para se proteger do sol. Tinha três garrafas d’água para matar a sede. Com apenas dois anos, a cachorra poodle foi pela segunda vez ao passeio. “A Mel gosta de andar. Trouxemos ela no ano passado e foi tranqüilo. São oito colos para revezamento quando ela se cansar”, disse a dona da cachorrinha, Stefani Bagnareli, 20.
A família não foi a única a mostrar criatividade. Houve gente de peruca, chapéu com guarda-sol, bicicletas gigantes ou equipadas com som, gente de patins, skate e até de muletas. Também não faltaram os desavisados que foram com looks desaconselháveis, como calça jeans, vestido e sandálias plataformas e até salto alto.
As amigas Giseli Araújo, 25,e Joyce Andrade, 23, estavam a caráter, com calças de ginástica e camisetas leves. Mostravam muita disposição para a caminhada. “Venho todos os anos, o passeio é muito divertido, tem uma energia superpositiva”, disse Joyce.
Ao longo do caminho, cenas engraçadas e deprimentes ocorreram aos montes. Tropeções nos olhos-de-gato da rodovia, “banheiros” improvisados no meio dos canaviais, e vendedores de picolés, cervejas e refrigerante posicionados estrategicamente ao lado das enormes filas nos bebedouros. Venderam muito aos mais apressados. “O duro vai ser voltar com o carrinho”, dizia um picolezeiro ao cliente, na altura do quilômetro quatro.
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FAROFA GERAL
A recepção aos “atletas”, na praça central, foi outra festa. Além das barraquinhas de comes e bebes já montadas, muita gente levou lanche de casa. O cheiro de churrasco predominava. Eram no mínimo quatro churrasqueira por calçada. “Nós trouxemos tudo a pé: churrasqueira, carne e isopor com cerveja”, disse o sapateiro Carlos Roberto da Silva, 29.
E sobrou energia para a garotada que, depois da caminhada, ainda se reuniu para dançar o funk do Créu. Os mais desanimados sentaram para observar a muvuca. A volta, garantida pela organização do evento, foi em ônibus gratuitos cedidos pela Empresa São José. O problema era a fila. “Demorei uma hora e meia para embarcar”, disse a estudante Paula Lima, 18, já em Franca.
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