Eu conhecia a vítima. Era muito amável com seus filhos. A que ponto chegamos! Estamos criando assassinos dentro da nossa própria casa!
Gelson Anacleto
Franca - SP
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Conheci de perto a luta de Severino Rodrigues, conhecido entre nós como “Bill”. “Trabalhava” no aterro das Maritacas recolhendo materiais recicláveis. Oferecemos a ele e a seu irmão, José Rodrigues, emprego no Dinfra, para deixarem aquela vida e ter acesso a um salário digno e com todos os direitos. Trabalhou conosco um bom tempo, mas resolveu voltar para o “trabalho” anterior. Continuou sendo a pessoa correta que sempre fora. Quando resolvemos mudar o destino dos resíduos industriais para o aterro da Fazenda Municipal, proibimos a entrada de catadores. Severino e outros, que viviam daquilo, ficaram indignados, mas logo se arranjou buscando outra forma de ganhar a vida. Foi assim que ele iniciou sua atividade de adquirir materiais recicláveis diretamente de quem os produzia. Estou em São Paulo há um ano e meio e quando soube de que havia sido assassinato da forma desleal que o Comércio destacou fiquei triste. É lamentável. A cidade perdeu uma pessoa boa e trabalhadora.
Elson Daniel Guilherme
São Paulo - SP
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