A Câmara Municipal gastou, de 2005 para cá, R$ 235,5 mil em viagens, telefonemas e homenagens. O ano em que estes tipos de despesas foram mais altos foi 2006, na presidência de Marcelo Mambrini (PMN), com R$ 81,1 mil. Na seqüência, vem 2007, na primeira gestão de Joaquim Ribeiro (PSB), com R$ 79,1 mil, e 2005, sob o comando de Luiz Carlos Fernandes, a despesa chegou a R$ 66,9 mil. Os dados constam do site oficial do Legislativo francano (www.camarafranca.sp.gov.br).
O impacto destes itens não é grande no orçamento da Câmara, que foi superior a R$ 4 milhões no ano passado e é de R$ 7,8 milhões em 2008 (motivado pela construção do novo prédio), mas revela particularidades das gestões dos presidentes na atual legislatura.
Em 2006, por exemplo, os valores despendidos com telefonemas e homenagens foram superiores aos dos outros presidentes. Só com estes dois itens, os vereadores e funcionários gastaram R$ 61,8 mil. Mambrini, presidente naquele ano, diz que, para ele, não houve abusos nos telefonemas. Quanto às homenagens, afirma que o dinheiro foi bem investido. “O vereador não pode passar vontades de fazer as coisas, pois sua vontade é a vontade do povo. Fico até triste quando outros presidentes não têm essa iniciativa”.
Já na primeira gestão de Joaquim, em 2007, o ponto forte dos gastos, considerando-se estes três itens especificamente, foram as viagens. O peessebista, que exerce agora seu segundo mandato, liberou R$ 28 mil, quase o mesmo montante de Fernandes e Mambrini juntos (R$ 32 mil). Em 2008, outros R$ 8,7 mil tiveram a mesma utilização. Joaquim não foi localizado para falar sobre os números.
O montante nem chama tanto a atenção, mas as regras sim. Para se ter idéia, um vereador que vai a São Paulo - destino mais comum - leva consigo R$ 282 para pagar hotel e alimentação. As outras despesas, como combustível e pedágios, são pagas à parte pela Câmara. Para Brasília a diária sobe para R$ 382. Motoristas ou funcionários do Legislativo levam dois terços deste valor. Não é necessária a prestação de contas, com a apresentação de recibos ou notas fiscais.
Fernandes, assim, pelos dados oficiais, foi o que menos gastou entre os três. “Eu, pessoalmente, viajo em carro próprio e telefono de minha empresa. Eu só liberava o carro oficial conforme as necessidades. Em alguns casos, eu negava”, afirma. “Em muitas viagens, os vereadores não trazem nada de novo”.
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