“Eu mereço que meu sonho seja realizado porque tenho uma história de amor diferente de todas as que eu conheço! Conheço meu noivo desde que nasci, mas só nos descobrimos quando eu tinha 12 anos. Na época, ele tinha 16 anos e freqüentava a mesma turma de amigos que eu. Namoramos escondido de março a novembro de 1995, depois desta data cada um tomou seu lado, mas sempre nossos caminhos se cruzavam.
Em 2000, fomos fazer teatro amador juntos, uma peça católica tradicional em Itirapuã, ele fazia Pôncio Pilatos e eu a mulher de Pilatos. Nesta época, ele namorava e eu não. Nos aproximamos muito e ficou visível o interesse mútuo. Na semana que antecede a Semana Santa Católica, ele terminou com a namorada e, no Domingo de Ramos, voltando de uma apresentação da peça, viemos juntos no ônibus e, de novo, nos envolvemos...
Dia 29 de abril, numa festa (baile) aqui em Itirapuã, ele me pediu em namoro e, no dia 1º de maio, ele esteve na minha casa e pediu para o meu pai e minha mãe a minha mão em namoro, assim, como antigamente.
Tivemos os mais diversos obstáculos para superar: fofocas, histórias tortas, crises, e isso, claro, incomodou minha família, que começou a ter um certo receio de nosso namoro. Éramos nós dois contra quase tudo, mas entre nós o que prevalecia era o que conhecíamos e queríamos um do outro.
Quando falamos a primeira vez de casamento, eu estava terminando a
faculdade. Nesta época, eu fazia um jornal em Itirapuã, chamado O
Coreto, trabalhava durante o dia e estudava à noite. Quem me dava o respaldo necessário era ele, e quando dava, minha mãe socorria a gente.
Nesta mesma época ele teve uma intoxicação medicamentosa e chegou a ir para a UTI. Saía do trabalho no meio da tarde e ia para o hospital, depois ainda ia à faculdade. Ele perdeu a coordenação motora das mãos e pernas quase totalmente por 6 meses e, por quase 1 ano, os efeitos ainda tiraram dele a agilidade nas pernas.
Três anos depois, falamos (em casamento) mais um vez. Nesta época, ele estava bem empregado e eu também estava trabalhando. Quando íamos fechar negócio numa casa, ele perdeu o emprego.
No olho do furacão, meu tio conheceu a irmã dele e casaram-se porque ela engravidou! Lá fomos nós também ajudar primeiro a eles. Ganhamos muitos afilhados de casamento e batismo ... Todos nossos amigos.
Em outubro de 2007, ficamos noivos “no susto”. Sou devota de Santa Rita de Cássia e pedi em oração para que, se fosse para que nós ficássemos juntos, para que ela organizasse nossa vida. Ele recebeu um dinheiro que tinha emprestado e comprou as alianças e eu consegui -com a ajuda da minha família para organizar a festa.
Foi tudo muito lindo e emocionante. A família se reuniu em peso e o almoço terminou às 22 horas. Neste ano, começamos a busca novamente pela nossa casa. Quando estava quase tudo certo, a dona da casa fechou negócio com outra pessoa... Para nós foi uma decepção enorme, pois já estávamos fazendo planos ...
Meus pais então me deram um terreno e estamos nos organizando para
construir. Nosso convite já está pronto - fui eu mesma quem fez - e agora estamos casando mais dois casais de amigos nossos e vamos marcar a nossa data.
Nos amamos, nos queremos bem. Somos parceiros, amigos. Nossos filhos já têm nome, nosso casamento já tem as flores e as músicas escolhidas, e nosso futuro já é tão sonhado quanto podemos. E é por isso que mereço ter meu sonho realizado, porque minha história - nossa história - merece, merece ser em grande estilo, no estilo Comércio da Franca!”
Um grade abraço,
Camilla
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