Pensar em eficiência energética é pensar em processos de sustentabilidade e preservação ambiental. O cenário mundial aponta para uma equação de difícil solução: a oferta de energia para alavancar esse crescimento e os recursos naturais disponíveis. Anualmente, são investidos cerca de R$ 350 milhões pelas distribuidoras de eletricidade nesses programas, de grande impacto econômico, social e ambiental.
Nos últimos cinco anos, o programa de eficiência energética de duas distribuidoras do grupo CPFL Energia, que atendem 261 cidades no interior paulista e Baixada Santista, receberam cerca de R$ 124 milhões em investimentos. Esses recursos foram destinados a projetos de eficientização que resultaram em economia de energia elétrica de 230 GWh, volume suficiente para abastecer 96 mil residências com consumo médio de 200 kWh/mês durante um ano.
A necessidade de obtenção de novas fontes supridoras é uma resposta ao crescente consumo de energia no Brasil. Os esgotamentos hidrelétricos nas regiões de maior consumo de eletricidade, as inviabilidades ambientais para instalações de novas plantas termoelétricas e nucleares e a dificuldade tecnológica para melhor aproveitamento da energia eólica e solar são alguns dos entraves que dificultam. O objetivo é ampliar a oferta de energia, com atenuação de impactos ambientais.
As iniciativas de eficiência energética têm chamado à atenção da opinião pública pelo fato de muitos dos programas beneficiarem diretamente a população de baixo poder aquisitivo, a quem são destinados 52% do volume de recursos do programa. Entre os meses finais do ano passado e o início deste ano, a CPFL distribuiu 1 milhão de lâmpadas eficientes (na média de três unidades por família).
Na entrega, são recolhidas as lâmpadas incandescentes que são posteriormente destinadas para reciclagem do material que as compõe garantido, assim, um destino ambientalmente correto.
Ligações clandestinas das concessionárias de energia elétrica estão sendo regularizadas, aumentando a qualidade do serviço para esse público e também, para os consumidores regulares, que, muitas vezes, acabaram sendo afetados pelas ocorrências procedentes de ligações clandestinas.
Nas instalações públicas, a implantação de uma iluminação eficiente responde por economia substancial. Paços municipais, hospitais, universidades, estações de tratamento de água e esgoto, fóruns, escolas, delegacias, postos de saúde e creches têm se beneficiado de projetos que viabilizam a substituição de sistema de iluminação, motores, termoeletricidade e fator de potência por outros mais modernos, com menor consumo de energia.
Dessa forma, focar nos ganhos decorrentes do processo de eficiência energética nos faz acreditar que essa seja uma alternativa inteligente, sustentável e ambientalmente correta de combater o desperdício de energia elétrica.
Eduardo Basile Jr.
Gerente da regional nordeste da CPFL Paulista
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