Lojistas da Estação contestam dados divulgados pelo Sebrae


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O empresário Paulo Ravagnani acredita que o problema está mais centralizado na Rua Voluntários da Franca
O empresário Paulo Ravagnani acredita que o problema está mais centralizado na Rua Voluntários da Franca
A pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), regional de Franca, que leva à conclusão de que os comerciantes da Estação “não sabem vender”, deu barulho e causou mal-estar. Os lojistas reconhecem que o bairro precisa de melhorias, mas dizem que nem todos podem ser colocados na mesma situação. De acordo com o Sebrae, as 60 empresas ouvidas na Estação disseram não possuir metas e 93% afirmaram não ter programa de qualidade no atendimento. O comerciante Paulo Henrique Ravagnani não concordou com o levantamento. Para ele, o problema pode até existir, mas não deve ser generalizado. “Temos grandes empresas na Estação, com grande movimento de clientes. Concordo que o bairro tem deficiências, mas posso dizer que são dois a três quarteirões da Rua Voluntários da Franca, no Centro velho”. A noção geográfica do Sebrae e de Ravagnani são diferentes. Para o órgão, fazem parte da Estação os bairros Independência, Califórnia, Santa Helena, Vila Nicácio, Vila Nossa Senhora de Fátima, Vila Nova, Vila Raycos e Vila Santos Dumont. No total, são quase 600 estabelecimentos de 71 ramos de atividades distintos. Já Ravagnani entende que o comércio da Estação abrange mais de metade da cidade, em um universo “de mais de 200 mil pessoas”. Pelo seu conceito, todos os bairros que estão “do lado de cá do córrego” dos Bagres, independente da distância física, fazem parte do complexo da Estação. Seriam os casos, por exemplo, de Leporace, Cambuí e Pulicano. A gerente regional do Sebrae, Iróa Nogueira Arantes, afirma que a intenção do órgão não era polemizar. “Não fizemos essa afirmação (de que eles não sabem vender). A conclusão do Sebrae com a pesquisa é que as lojas da região precisam de melhorias”, disse. Mais uma vez, Ravagnani chiou. “A ajuda é bem-vinda, mas só cursos ou orientações não resolvem, também é preciso recursos”.

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