João Valentino Borges, 45, trabalha como motorista há 26 anos. Ontem, saiu de Morro Agudo às 5h30 para repetir o trajeto que faz durante toda semana. Ele levava 42 passageiros para trabalhar na plantação de cana-de-açúcar em uma fazenda da região. Ele também trabalha no local. João não se feriu, mas sofreu uma crise de pressão alta. Ainda abalado com o acidente, falou dos gritos dos passageiros na hora do acidente e que tiveram sorte de sobreviver. “Nasci de novo”.
Comércio da Franca - O que aconteceu neste acidente?
João Borges - O problema é que eu estava fazendo a curva à direita e deparei com o caminhão na minha mão contrária e não deu tempo de fazer mais nada. Só pedi para Deus e foi o que aconteceu (...). Eu estava a 40, 50 km/h, porque estava perto do meu trabalho, de onde entraria (cerca de cem metros adiante) e ele veio de encontro comigo.
Comércio - O investigador disse que um dos passageiros teria puxado o volante para evitar colisão frontal....
João - Isso são terceiros que estão falando. Ele fala que segurou, mas houve a colisão. Ele deve ter segurado para a gente não cair na ribanceira (buraco). Não lembro.
Comércio - Como as pessoas reagiram na hora do acidente?
João - Ah, foi muita gritaria e muito tumulto. Só a Sônia (trabalhadora rural) está em estado grave. Teve perdas materiais, mas isso a gente consegue de novo.
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