O cliente de telefonia celular em Franca nunca foi tão bem tratado. Desde a vinda da Vivo para a cidade, a disputa para fisgar e fidelizar o consumidor ficou ainda mais acirrada e as operadoras passaram a investir pesado em atendimento, fazer promoções exclusivas e se utilizar de um marketing mais agressivo. Na briga pelo cliente, vale tudo, inclusive, distribuir celulares de graça.
Em todas as quatro operadoras da cidade, há uma série de cuidados na hora de atender o cliente. Na Vivo da Avenida Major Nicácio, as recepcionistas ficam na porta e conduzem o consumidor até o balcão. Na Claro do Franca Shopping, o atendimento é por senhas e uma funcionária dá todas as orientações. Serviço semelhante é utilizado na CTBC do Centro da cidade. Somente na TIM do Franca Shopping o cliente precisa se dirigir até um atendente, mas logo é recebido com atenção.
Se antes esse comportamento era uma recomendação, com o lançamento da Vivo virou prioridade, já que a operadora, que completa uma semana em Franca, declarou guerra às concorrentes. A briga é levada tão a sério que a vinda para o município mobilizou até o presidente da operadora, Roberto Lima, que esteve presente nas inaugurações das lojas. Por toda a cidade, dezenas de outdoors, anúncios e cartazes também indicam a presença da empresa.
Se contar pelos primeiros sete dias da operadora na região, os números demonstram o quanto a nova operadora é forte. A Vivo diz já ter vendido mil linhas e ampliado sua meta inicial de vendas. “A recepção está muito positiva. No sábado, véspera do Dia das Mães, tivemos um boom de vendas que agradou a todos. As pessoas em Franca já estão falando de Vivo para Vivo e a nossa meta passou de 160 a 200 linhas por dia”, disse Bruno Buzzulini, gerente regional.
Na expectativa de atingir 45% de participação no mercado em Franca até o fim de 2008, patamar igual ao do Estado de São Paulo, a Vivo promete não ficar parada. A ordem é dar muita dor de cabeça aos concorrentes. “Não sabemos quantos clientes migraram de operadora, a luta é árdua e o mercado, exigente, mas estamos otimistas. Franca pode aguardar que haverá muitas outras surpresas e novas promoções”, disse Buzzulini.
A CONCORRÊNCIA
Se depender da CTBC, a Vivo encontrará muitas barreiras pela frente. Luiz Felippe de Abreu, diretor regional da CTBC, disse que conta com a vantagem de ter confiança do cliente conquistada ao longo dos anos e vai alertá-los contra as ações dos concorrentes. “Não queremos que o nosso cliente caia no conto da sereia. Tirar um cliente nosso será uma tarefa praticamente impossível”.
Abreu afirma que a CTBC tem todas as estratégias definidas até 2012 e que não vai alterá-las, porém mudará as táticas para não perder clientes. “ Vamos usar tudo o que estiver a nosso alcance. Queremos mostrar que as melhores ofertas estão na CTBC, basta fazer as contas. A empresa tem o menor valor do minuto na telefonia pré-pago”. Entre as ações da operadora, estão: promoções e até a realização de shows para o público jovem em diferentes espaços.
Em nota, a TIM disse apenas que está presente em Franca desde 2003 e desenvolve uma estratégia comercial de longo prazo, que se mostra vencedora em todo o País. A empresa não revelou o total de linhas na região, mas afirmou entender que o modelo de negócios do setor de telecomunicações estimula a competição.
Para Francisco de Oliveira, diretor da Claro no Estado de São Paulo, o mercado é competitivo em todas as regiões e a empresa trabalha com a meta de se manter líder. “Nosso objetivo é servir bem o cliente, é ele que nos mobiliza. Queremos encantá-lo com a melhor qualidade de serviços e aparelhos. Estamos nos esforçando para melhorar ainda mais. Se servimos bem o cliente, vamos continuar merecedor da sua confiança”.
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