Acompanhado de um advogado, das irmãs e da namorada - esta última, pivô do crime - o gráfico William Pessoni, 27, apresentou-se à polícia no início da noite de ontem. Na segunda-feira, ele deu quatro tiros no adolescente Lucas Freitas de Passos, 17. O menor morreu na manhã seguinte.
A vítima foi baleada às 18h45, na Rua Capitão José Pinheiro Lacerda, em sua casa, onde também funciona o bar de sua mãe. Após o crime, William fugiu a pé. Encontrou-se com a namorada e seguiram de táxi para o shopping. Segundo a polícia, o assassinato se deu por motivos passionais. Namorada do acusado há dois anos, a balconista DLC, 18, manteve um rápido relacionamento com Lucas durante um rompimento com William. “O autor alegou que vinha sofrendo ameaças por parte da vítima. Um dia antes, a vítima teria tentado lhe bater. Também relatou que estaria sendo seguido”, contou o investigador Wellington Amato.
No depoimento à polícia, William disse que foi até a casa de Lucas para conversar na tentativa de resolver o problema. “O autor alegou que o Lucas fez um movimento. Como achou que estava armado, ele sacou o revólver e efetuou os disparos”, disse Amato.
William foi indiciado por homicídio e responderá ao processo em liberdade por ter escapado do flagrante. “Ele não queria matar e atirou por impulso. Estava com medo, pois vinha sendo ameaçado”, afirmou uma irmã de William.
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