A AEC-Castelinho completou, na terça-feira, 99 anos. É um privilégio que poucas instituições da cidade se orgulham em ostentar. Pela data, a diretoria fará hoje um jantar-dançante para sócios e não-associados. Mas não há motivos apenas de comemoração. O clube passa por sérias dificuldades financeiras e vai se desfazer de parte de seu patrimônio para quitar dívidas que chegam aos R$ 5 milhões.
Entre os clubes mais tradicionais da região, foi opção de lazer para os francanos por décadas. Era o “point” durante o Carnaval, promovia o badalado Baile do Hawaí no réveillon e suas piscinas, nos fins de semana, lotavam. Chegou a ter mais de 4 mil associados. A situação, agora, é outra: o número de sócios caiu, gradativamente, para 1,6 mil, o que ajuda a refletir a realidade do Castelinho de hoje.
Endividado, negocia a venda da sede do Centro, avaliada em R$ 3 milhões. Considerado um “elefante branco”, o prédio há tempos está desocupado e gera prejuízos contínuos, pois produz despesas, como água, luz e IPTU, e não pode sequer ser locado para festas e outros eventos por não ter licença do Corpo de Bombeiros. Com falhas de segurança, hidráulica e elétrica, necessitaria de investimentos de R$ 200 mil para voltar a funcionar. Um terreno na Vila Santa Rita, estimado em R$ 1,5 milhão, também será colocado à venda. Juntos, os dois patrimônios somam R$ 4 milhões, valor que ajudaria a sanar grande parte da dívida.
A atual diretoria precisa do aval dos associados para vender os imóveis. Uma assembléia, marcada para o dia 29 de junho, definirá o rumo das negociações. O presidente, José Antônio Filho, acredita que terá apoio para colocar em prática os planos. “Fizemos uma auditoria no clube e vamos apresentar os resultados aos associados. A situação é delicada, vamos precisar do apoio dos sócios”, disse José Antônio.
Em que pese toda a crise, José Antônio acredita que o Castelinho continua viável e que dará a volta por cima. Para isso, afirma que a diretoria tem concentrado esforços no pagamento de dívidas e investimentos em melhoria na estrutura do clube.
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Para antigos associados, a diretoria tem, realmente, de se mexer. Para Ronaldo Finoti, que é sócio e há anos pratica esportes no local, somente drásticas mudanças serão capazes de atrair novos associados. “Está tudo parado. O clube não pode receber melhorias porque está endividado. Fizeram manutenções necessárias, sim, mas ainda faltam investimentos”, disse.
TRÉGUA
Hoje será uma boa oportunidade para presidente, diretores e sócios deixarem, um pouco, os problemas do Castelinho de lado. Será realizado, no clube, um jantar-dançante para comemorar os 99 anos de fundação da AEC.
A orquestra espanhola Casino de Sezilla será responsável por embalar os convidados, enquanto o jantar será servido pelo Buffet Spazio. O evento acontece às 21 horas, no Salão Nobre, e é limitado a mil convidados. Os convites estão sendo vendidos a R$ 25. Reservas podem ser feitas pelo telefone 3707-4808.
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