No supermercado, uma mulher faz compras com a filha pequena. Ao passar pela gôndola dos doces, a garotinha quer levar alguns, a mãe não deixa e a menina abre um berreiro.
Registra-se, aí, o seguinte diálogo:
– Calma, Mônica! Só faltam mais alguns minutos. Fica quietinha!
Pouco depois, a menina quer um caderno com o Pato Donald, a mãe diz que não e lá vem berreiro.
– Comporte-se Mônica! Só falta passar no caixa e logo iremos para casa!
Na boca do caixa a menina quer comprar chicletes. Novo berreiro!
– Fica quietinha, Mônica! Já estamos terminando!
Quando está pagando a conta, um rapaz atrás dela comenta:
– Parabéns! Eu estava próximo da senhora e pude perceber o quanto foi paciente com a pequena Mônica...
– Mônica sou eu! A minha filha chama-se Renata!
A conversa mostra as mudanças radicais que as crianças sofreram nas últimas décadas, e já se sabe que correr, jogar bola, brincar de cobra-cega, esconde-esconde, pega-pega e pular amarelinha é muito mais importante para a saúde física e mental de um ser em formação do que se poderia supor.
As crianças modernas brincam também, é claro, mas sua diversão, pelo menos nas classes mais favorecidas economicamente, é eletrônica, na maioria das vezes. Sua alegria está, principalmente, na ponta dos dedos e no raciocínio. É como se o corpo, o tronco, as pernas ficassem esquecidos, parados, sem função. E quando saem com os pais, querem xeretar em tudo. Até choque na tomada elas tomam.
Sempre que vou ao supermercado fico com a impressão que o lugar é simplesmente a materialização do inferno na Terra! Filas enormes nos caixas. Pessoas que se arrastam em vez de andar, “desligados” com carrinhos lotados que ocupam o caixa rápido, carrinhos de compras deixados no meio do caminho, espertinhos que tomam o seu lugar na fila do pão e, o pior: crianças choronas que pedem aos pais tudo que vêem pelo meio do caminho.
Nesta terça-feira dei azar. Fiquei frente a frente com três pestinhas de uma só vez. Enquanto a mãe conversava com uma conhecida, fui cercado por eles no caixa. Um se enfiou entre minhas pernas, outro, com a mão suja de doce, lambuzou minha camisa, e o terceiro faltou pouco para me derrubar. Bem que tentou. Sofri com o ataque, mas consegui me livrar do trio e escapar com vida.
As pessoas criam seus filhos da maneira que elas acham correta, mas se esquecem que crianças mal-educadas acabam perturbando a paz coletiva. Elas acham normal as crianças mexerem em tudo, jogarem-se no chão, consumirem produtos dentro das lojas e (argh!) gritarem. Falta a essas pessoas um remédio muito antigo chamado respeito. Nos dias de hoje, esta palavra parece uma idéia antiga, que permaneceu no passado.
Os pais não participam da vida dos filhos como deveriam. Cultuam a permissividade ideológica, conceito segundo o qual é melhor ser amigo do filho do que ditador. Nessas últimas décadas a ética foi centrada na criança em frases como “não podemos traumatizar nossos filhos”. Tudo por ela e para ela.
Sabe o que penso? Algumas palmadas paternas ou maternas, mesmo que morais, não fazem mal. E educam.
VANDALISMO
Além de combater diariamente a criminalidade e evitar assaltos, roubos, furtos, homicídios e outros delitos, a polícia precisa também voltar seus olhos para coibir uma prática condenável e fora da lei que vem sendo registrada com freqüência em Franca. Trata-se da ação de vândalos que insistem em depredar telefones públicos, placas de sinalização e até adaptações instaladas em locais da cidade para beneficiar portadores de deficiências físicas. Por conta da atitude desses autênticos marginais, tornou-se difícil encontrar um “orelhão” funcionando em vários bairros. Esse ato insano traz grandes prejuízos para a comunidade, principalmente junto às famílias de baixa renda que usam os “orelhões” para se comunicar com hospitais, polícia, parentes e outros.
ARRANCANDO O COURO
O Ibama considera um crime a confecção de bolsas com couro de jacaré, mas não há lei que proíba a confecção do Bolsa-Família com o couro da classe média!
EX-RAINHAS DO BUMBUM...
Gretchen e Rita Cadillac, depois de tentarem voltar à cena por meio de filmes pornôs, agora querem ingressar na política. Candidata a prefeita de Itamaracá (PE), Gretchen quer explorar as belezas da ilha. Rita, como candidata de Praia Grande (SP) quer dar atenção aos moradores mais carentes.
NEGATIVO
Por qual razão muitos restaurantes e churrascarias de Franca não emitem nota fiscal ? Aliás, o fato acontece também nos postos de gasolina. O cliente precisa implorar pela nota fiscal. Muitos saem com a desculpa de que “o talão acabou”. Que tal os fiscais da Fazenda promoverem blitz nesses locais?
POSITIVO
Agentes da Vigilância Sanitária promoveram um verdadeiro arrastão, no começo dessa semana, nas residências próximas à fábrica de calçados Saméllo, depois que um caso de suspeita de dengue foi constatado naquela empresa, que retomou, faz pouco tempo, suas atividades. Trabalho positivo para evitar a proliferação da doença, mas é preciso que a direção da fábrica coopere. Em vários pontos do terreno o mato está alto e já avança pela calçada, principalmente na ruas Coronel Tamarindo e General Osório.
Edward de Souza
Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br
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