Franca forma cem ‘caminhoneiros’ por mês; frota não pára de crescer


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APRENDIZ - O motorista Guilherme Santos entra no microônibus da Auto-Escola União em sua primeira aula para tirar a CNH categoria D na tarde de ontem
APRENDIZ - O motorista Guilherme Santos entra no microônibus da Auto-Escola União em sua primeira aula para tirar a CNH categoria D na tarde de ontem
Franca coloca nas ruas cem caminhoneiros, motoristas de vans, ônibus e carretas todos os meses. Pelas estatísticas da Associação de Auto-Escolas da cidade, mais de três candidatos se interessam em carteiras profissionais, nas categorias C, D e E, diariamente. Os condutores, inclusive mulheres, encontram na nova habilitação uma chance de conseguir trabalho em transportadoras e usinas de cana-de-açúcar, ter um emprego melhor ou trabalhar como motoristas de vans e ônibus coletivos. O aumento da frota de grandes veículos acompanha a tendência. Só em 2007, a Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) emplacou 570 caminhões, número quase quatro vezes maior que há dez anos (leia mais ao lado). Em Franca, existem 51 auto-escolas, sendo cinco credenciadas no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para habilitar nas categorias C, D e E. Para atender os cem alunos por mês, as empresas contam com quatro ônibus, um caminhão e uma carreta. As escolas não-credenciadas encaminham os candidatos para as autorizadas. A Auto Escola União, uma das autorizadas a habilitar para as categorias profissionais, forma “caminhoneiros” e motoristas de outros veículos maiores há 15 anos. Por mês, a unidade atende cerca de 30 candidatos para esses tipos de CNH, 50% mais que em anos anteriores a 2006. “O cultivo de cana-de-açúcar na região cresceu muito e o ritmo de CNHs para dirigir veículos pesados acompanha essa expansão. Os clientes querem emprego como transportadores nessas usinas”, disse Mauro de Freitas Júnior, instrutor e proprietário da União. Na Auto-Escola, a procura pela habilitação é mais comum por homens entre 25 e 30 anos, que estão empregados, mas que buscam algo melhor ou querem investir em um trabalho autônomo. “Muitos alunos planejam tirar a carta, comprar uma van e trabalhar com transporte escolar ou em coletivos. Recebemos muitas mulheres para tirar a categoria D e ser motorista de van de alunos”, disse Júnior. Motorista há 15 anos, Guilherme Santos, 36, decidiu aprender a dirigir ônibus e caminhões para incrementar o currículo. “Trabalho numa fábrica de calçados como motorista, mas dirijo apenas carro. Quero conduzir veículos maiores para abrir mais portas de emprego”, disse ele, que gastará em média R$ 650 para ter CNH categoria D. Guilherme tem cartas de moto e carro desde os 20 anos. Ele fez a primeira aula ontem em um microônibus e estranhou o veículo. “Balança muito”, disse. O instrutor José Luiz explicou que é por causa do tamanho. A categoria D dá direito a dirigir ônibus, vans e caminhões e é a mais requisitada. Dos cem candidatos atendidos por mês em Franca, 90 escolhem essa habilitação. “Como com os carros, os ônibus e caminhões são controlados pelo instrutor também. Os alunos aprendem a dirigi-los nas ruas do Distrito Industrial, que são mais largas, com aulas de percursos e balizas”, explicou Cristina Dias, chefe do escritório da Associação das Auto-Escolas. São realizados dois exames por mês em Franca. Os preços das CNHs profissionais variam de R$ 600 a R$ 800. COMPARATIVO Apesar do crescimento da procura pela habilitação profissional, o interesse por CNHs de carro ainda é o maior em Franca: cerca de 500 pessoas por mês ou 16 por dia.

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