Adolescente é executado com 4 tiros na frente de familiares


| Tempo de leitura: 2 min
Lucas Freitas foi chamado para calçada na porta do bar de sua mãe e executado com quatro tiros na frente da família
Lucas Freitas foi chamado para calçada na porta do bar de sua mãe e executado com quatro tiros na frente da família
O adolescente Lucas Freitas de Passos, 17, morreu na manhã de ontem, na Santa Casa, onde estava internado desde terça-feira, quando tomou quatro tiros em frente sua casa, no Jardim Aeroporto I. A vítima foi baleada, segundo a polícia, por ter mantido um relacionamento amoroso com a balconista DLC, 18, namorada do acusado, William Pessoni, 27. A vítima foi baleada às 18h45, na Rua Capitão José Pinheiro Lacerda, em sua casa, onde também funciona o bar de sua mãe. Familiares presenciaram a execução. O acusado, segundo as testemunhas, chamou Passos pelo nome. Ao sair, o rapaz foi recebido com seis disparos de revólver calibre 38 à queima-roupa, quatro deles certeiros. Não houve tempo para qualquer reação. “Ele veio e gritou pelo meu irmão. Ninguém poderia imaginar que faria isso. Ele já chegou falando para o Lucas que iria acertar as contas porque ele estava dando em cima de sua ex-namorada”, disse CFP, irmã da vítima. O adolescente foi atingido na virilha, pernas, abdômen e tórax. As balas transfixaram e perfuraram órgãos internos. Sua situação era tão desesperadora, que os policiais militares da Força Tática sequer esperaram a chegada do Resgate e socorreram-no eles mesmos. O rapaz chegou a ser operado, mas não resistiu e morreu, por volta das 6h40 de ontem. Após o crime, Pessoni teria fugido a pé. A poucos metros dali, encontrou DLC e, como se nada tivesse acontecido, chamou um táxi e rumou, com a namorada, para o shopping (leia mais em texto nesta página). A polícia informou que o acusado se apresentará hoje, junto de um advogado, na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), para prestar depoimento. [FOTO2] PASSIONAL Segundo a polícia, a balconista DLC, 18, moradora no Jardim Aeroporto, seria o pivô do crime. Namorada do acusado por aproximadamente dois anos, manteve um rápido relacionamento com Passos durante um rompimento com Pessoni. Ela e a vítima estudavam na mesma escola e eram colegas de classe. “Eles mantiveram um pequeno romance, mas logo ela voltou com o William”, disse o delegado da DIG, Márcio Murari. A balconista informou para a polícia que, mesmo após reatar seu namoro com o acusado, Passos continuou telefonando para ela. No dia do crime, Pessoni, de acordo com a moça, viu as chamadas no aparelho celular e ligou para a vítima. Os dois discutiram e Passos teria ameaçado o acusado. Pouco depois, foi assassinado.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários