Obras do Paiolzinho vão atrasar ainda mais


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O projeto de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que remanejaria verbas para as obras de asfaltamento do Paiolzinho não foi apresentado na pauta de discussões da Câmara na sessão de ontem, conforme era esperado. A matéria foi protocolada pouco antes do início da reunião e não houve tempo para que os vereadores a analisassem. A bancada do PSDB preferiu, então, não solicitar o regime de urgência especial - que obrigaria a votação a ocorrer no mesmo dia - para evitar confrontos com a oposição. Com isso, as obras deverão se atrasar ainda mais. A previsão era que a pavimentação fosse concluída e entregue aos moradores até o fim de junho próximo. Mas o investimento de R$ 406 mil que a Prefeitura terá de fazer para a realização da drenagem da estrada de terra só pode ser efetuado com autorização da Câmara. O projeto de lei para este fim deveria ter sido enviado em janeiro ao Legislativo, mas isso só aconteceu ontem. No total, a obra, que será custeada também pelo Estado, está orçada em R$ 2 milhões. Com isso, a Construtora Bandeirantes - ganhadora da licitação para asfaltar o trecho de 8,5 quilômetros - teve seu cronograma prejudicado, pois há locais que não é possível pavimentar sem a drenagem. “A obra está sendo realizada por etapas e alguns trechos estão sendo deixados para trás”, disse Marlos Franco Bernardi, engenheiro da empresa, no último dia 6. A intenção da administração era que o projeto fosse aprovado ontem, mas, com o envio em cima da hora, a própria base de Rocha refugou, com receio de criar polêmicas. De acordo com o líder do tucano na Câmara, Jepy Pereira (PSDB), a apresentação causaria desgaste com a oposição. “Foi muito em cima da hora. Quando o projeto for em regime de urgência precisa ser apresentado na quinta-feira (...) Qualquer emenda que surgir vai dar problema”, afirmou. Os outros projetos do prefeito que entraram na pauta foram todos aprovados. A Câmara autorizou o repasse de recursos para entidades assistenciais da cidade e a assinatura do convênio para que o SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) do município - que hoje funciona em instalações precárias no Cemitério Santo Agostinho - vá para o novo prédio do IML (Instituto Médico Legal) estadual. A função do SVO é avaliar casos de mortes naturais por motivos desconhecidos. Ainda não há data para a mudança. Entre as matérias de autoria dos vereadores, foram denominadas duas ruas e uma escola. O projeto que visa a proibir a prática de comércio informal na Câmara, de Marcelo Mambrini (PMN), foi adiado por cinco sessões, o que gerou muita confusão entre os presentes. CONSELHO DE ÉTICA A Comissão de Ética da Câmara Municipal deverá se reunir até o fim da semana para analisar as duas representações impetradas por Graciela Ambrósio (PP) contra Joaquim Ribeiro (PSB). A vereadora denunciou o presidente da Casa sob a alegação de quebra de decoro parlamentar, por tê-la chamado de “papagaio de pirata” e negado a ela o uso da palavra durante a discussão de um projeto de lei. Membro da Comissão, Zezinho Cabeleireiro (PTB) disse que as reclamações de Graciela serão avaliadas o quanto antes e que o fato de o envolvido ser o presidente não inibirá o processo. “Todo vereador é responsável por aquilo que faz. A Comissão está na Câmara para cumprir o papel dela e julgar aquilo que for preciso”, disse.

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