Parabéns a todos os pracinhas... São heróis reais que caíram no esquecimento em função da falta de memória deste País. É com horror que vejo a valorização de falsos “heróis”, criados artificialmente para fins comerciais, enquanto os febianos são abandonados. A nossa história tem sido apagada. Afinal, uns poucos senhores não dão voto e não dão audiência. A matéria do Comércio foi corajosa, porém deveria ter ido um pouco além. Na Itália valorizam os brasileiros febianos muito mais do que aqui. Basta ver as homenagens das cidades de Castelnuovo, Montese e Monte Castelo, que todos os anos realizam solene agradecimento às tropas brasileiras por liberá-las do nazi-fascismo. Há ainda o Monumento Votivo Brasileiro, na região da Toscana, e o túmulo do “Soldado Brasileiro Desconhecido” no Monte Apenino. Os poucos que conhecem a história da Segundo Guerra Mundial e os historiadores sabem que a participação do Brasil na guerra foi determinante e fundamental para que os Países Aliados vencessem as Potências do Eixo. Os quase 21 mil alemães e italianos altamente preparados para a guerra que nossas tropas aprisionaram demonstram que nossos “homens do campo” não eram tão despreparados. Espero que um dia os nomes dos heróis combatentes sejam reverenciados por todos os brasileiros. Ao sargento Max Wolff, ao Frei Orlando, ao tenente Amaro e vários outros, mortos ou desaparecidos, o meu respeito e minha eterna gratidão. Aos tenentes Tavares e Lemos e a todos os febianos que retornaram ao Brasil, meu reconhecimento pelos atos de heroísmo. Vocês ainda fazem a “cobra fumar”, com seu exemplo de dignidade humana.
Belmiro Abreu da Cunha
Rifaina - SP
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