A fábrica de idiotas


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Escola Sem Partido. Tomei contato com essa organização recentemente. Cheguei até eles depois que soube da polêmica causada quando denunciaram a contaminação político-ideológica das escolas brasileiras em todos os níveis, ao comentar o conteúdo de alguns livros e cartilhas de uma grande rede de ensino. A contaminação político-ideológica nas escolas é antigo. Os estudantes sempre foram solo fértil para pregações ideológicas. São mentes ávidas por modelos e por heróis. Num ambiente assim, os “tchê-guevarismos” fazem sucesso. E as escolas transformam-se em fábricas de idiotas. Alguns desses “professores” transformaram-se em ídolos da garotada, que não percebe que está sendo doutrinada. Cabe a cada um de nós reagir como pais, como estudantes, como contribuintes. Por isso acho que se deve conhecer a Escola Sem Partido. Reproduzo aqui dicas que eles publicaram para perceber quando um professor está tentando doutrinar ideologicamente os alunos. Você, ou seus filhos, podem estar sendo vítimas quando o professor: se desvia, freqüentemente, da matéria-objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional; adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica; impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas; exibe aos alunos obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo; ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas; ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas; pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos; alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.; permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas; encaminha o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento; não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas; omite ou minimiza fatos desabonadores da corrente político-ideológica de sua preferência; transmite aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” e os “do mal”; não admite a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão; promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus; não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos; utiliza-se da função para propagar idéias e juízos de valor incompatíveis com os sentimentos morais e religiosos dos alunos, constrangendo-os por não partilharem das mesmas idéias e juízos. E então? Você já percebeu um comportamento assim? Então vá lá: www.escolasempartido.org. É seu passaporte para escapar das fábricas de idiotas. Luciano Pires Jornalista, escritor, conferencista e cartunista

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