Graciela acusa Joaquim por quebra de decoro parlamentar


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EM ATRITO - A vereadora Graciela Ambrósio, durante sessão, frente a frente com Joaquim Ribeiro: em rota de colisão
EM ATRITO - A vereadora Graciela Ambrósio, durante sessão, frente a frente com Joaquim Ribeiro: em rota de colisão
A vereadora Graciela Ambrósio (PP) entrou, na tarde de ontem, com duas representações por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), no Conselho de Ética da Casa. A primeira por ele tê-la chamado de “papagaio de pirata” e a outra por Joaquim ter negado a palavra a ela durante a discussão de um projeto de lei. Graciela sugere, como punição, que o peessebista receba advertência pública e seja destituído da presidência. Os problemas ocorreram na sessão de 29 de abril e a matéria em questão era a criação de um canal de TV a cabo institucional para o Legislativo (posteriormente aprovada, em 6 de maio). Em dado momento, quando Graciela defendia o projeto na tribuna, houve menção aos valores supostamente gastos por Joaquim para possibilitar a transmissão via internet das sessões. O presidente a interrompeu e disse que a vereadora “não sabia o que estava falando e que estava lendo como um papagaio de pirata”. Segundo a vereadora, Joaquim teria, ainda, referido-se a ela como “mentirosa”. “Ele quebrou vários artigos (seriam quatro, segundo a representação) do Código de Ética e agora terá de arcar com isso”, diz. No documento entregue à Câmara, classifica Joaquim como “grosseiro, agressivo, deseducado e arrogante”. A segunda representação foi motivada por outra discussão, na seqüência e pelo mesmo motivo. Joaquim sugeriu adiar a votação do projeto por uma semana para um melhor estudo. Enquanto ele cumpria os ritos regimentais para proceder à prorrogação em votação simbólica, Graciela pediu a palavra por três vezes seguidas para solicitar que fosse feita a votação nominal. O presidente, segundo ela, não concedeu e decretou o adiamento. “O Regimento foi atropelado (...) Tudo foi feito de forma opressora, antidemocrática e anti-regimental”, afirma a vereadora. O OUTRO LADO Joaquim diz que está tranqüilo e que vai aguardar ser notificado para responder às acusações de Graciela. O presidente alega que não teve a intenção de desrespeitar a colega e que suas palavras foram mal interpretadas. “Quando falei papagaio de pirata quis dizer que ela estava sendo repetitiva. Só isso. Eu pedi desculpas. Agora, vou me defender, fazer o quê?”. Quanto a ter negado a palavra à vereadora, ele diz que “houve um mal-entendido” e que “jamais negaria a palavra a qualquer pessoa de forma consciente”. O presidente da Câmara não quis falar especificamente sobre as punições sugeridas por Graciela. Disse que aguardará e respeitará a decisão do Conselho de Ética. “Acho que não faz nenhum sentido, mas quem está na chuva é para se molhar. Vou me defender”, afirma. Joaquim garante, ainda, que não vai representar contra a vereadora, que, no mesmo dia, afirmou que “também sabia bater na mesa e puxar arma”. “Isso só denigre a imagem da Câmara”, diz. Os membros do Conselho de Ética, Marcelo Caleiro (PMDB), Zezinho Cabeleireiro (PTB) e Jepy Pereira (PSDB) não estavam na Câmara na tarde de ontem e terão acesso às representações - que foram protocoladas perto das 17 horas - somente hoje. PAIOlZINHO A pauta de votações da sessão de hoje traz oito projetos, sendo três de autoria do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Tratam de subvenções a entidades assistenciais e autorização para firmar convênio com o governo estadual para o funcionamento do SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) do município em conjunto com o IML (Instituto Médico Legal) do Estado. O Executivo deverá apresentar ainda, em regime de urgência especial, o remanejamento de verbas de aproximadamente R$ 400 mil para as obras de drenagem necessárias para a continuidade do asfaltamento do Paiolzinho. Entre as quatro matérias dos vereadores, três são para dar nome a ruas e a uma escola e outra determina a proibição do comércio informal de bijuterias, perfumes e outras bugigangas no horário de expediente da Câmara.

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