Abandonadas, casas viram antro de marginais


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ESCOMBROS - Um dos desocupados que costumam passar horas no que restou da construção de uma das casas abandonadas próxima à voçoroca do Jardim Dermínio foi flagrado pela reportagem na manhã de ontem: morado
ESCOMBROS - Um dos desocupados que costumam passar horas no que restou da construção de uma das casas abandonadas próxima à voçoroca do Jardim Dermínio foi flagrado pela reportagem na manhã de ontem: morado
Os moradores das ruas próximas à voçoroca do Jardim Dermínio, na chamada parte baixa do bairro, voltaram a reclamar. Desta vez, o alvo das queixas são as casas abandonadas que foram invadidas por marginais. Duas residências são freqüentadas por desocupados todos os dias, geralmente para consumo de drogas. As rodinhas de viciados, que chegam a contar com até dez pessoas, têm incomodado os donos de residências vizinhas que disseram sentir medo e receio de roubos e furtos no local. Apesar do temor, até agora, nenhum ato de violência foi registrado. A dona-de-casa Josefina* mora próximo à voçoroca e vizinha às residências invadidas. Ela tem que conviver com o medo. “A movimentação de gente estranha é constante. As casas abandonadas vivem cheias de vândalos e desocupados que usam o local para se drogar. Eu tenho uma filha adolescente. Não tenho coragem de deixá-la em casa sozinha por causa disso”. Josefina disse que a Prefeitura já foi contatada para resolver o problema, mas não houve resposta. OUTRO LADO Procurado pela reportagem para saber sobre a demolição dos imóveis abandonados, o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, disse que as residências que não foram demolidas e são invadidas no bairro são de responsabilidade de seus donos. O secretário disse que as residências próximas à voçoroca e que não foram demolidas são consideradas seguras e, portanto, não serão desapropriadas. “Estamos fazendo as obras justamente para preservar essas casas”, disse. Sobre as invasões, a Secretaria de Planejamento Urbano se prontificou a procurar o dono do imóvel e a cobrar uma solução, mas ainda não há data para resposta. (*) nome fictício. A entrevistada pediu para não ser identificada com medo de represálias

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