Cometer assassinato em Franca nos primeiros meses do ano foi sinônimo de cadeia. Ao identificar e prender os responsáveis pela morte do comerciante Severino Rodrigues, 37, na terça-feira, a polícia atingiu um índice elogiável: 100% de esclarecimento dos crimes. Quem matou na cidade em 2008 foi para trás das grades. As autoridades também destacam a redução no número de ocorrências.
No primeiro trimestre de 2007, sete pessoas foram assassinadas em Franca. Este ano, foram quatro mortes. Entre o último crime do ano passado e o primeiro de 2008 se passaram 74 dias. A calmaria foi quebrada no domingo 17 de fevereiro, quando o sargento reformado da Polícia Militar, Vicente de Paula Resende, 51, matou a tiros o sapateiro Mauro Ramos da Silveira, 47, no feirão de veículos. O autor foi preso em flagrante por policiais militares e alegou que a vítima teria mexido com a mulher dele.
Menos de uma semana depois, no dia 21 de fevereiro, o comerciante Severino Rodrigues foi assassinado com cinco tiros diante de uma chácara nas margens da estrada Franca/Ibiraci (MG). Os autores foram identificados pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) no dia 29 de abril. Segundo a polícia, Ranieri Soares, 22, e Tiago Ribeiro, 23, mataram a vítima para roubar.
O aposentado José Rodrigues Pizani, 77, o “Zezinho”, foi a terceira pessoa a ser assassinada em Franca. No dia 8 de março, ele foi encontrado morto dentro da casa em que morava na Rua Prudente de Morais. Havia sido esfaqueado e levou pauladas. No dia 29 de abril, os policiais da DIG prenderam o desocupado Kauê Vianna Domene, 21. Parente da vítima, ele confessou o crime e alegou que agiu por vingança. Disse que teria sido abusado sexualmente quando criança.
A quarta morte ocorrida em Franca em 2008 e esclarecida pela Polícia Civil foi a do adolescente Gustavo Henrique Apolinário, 15. Ele desapareceu de casa no dia 2 de março e foi encontrado no dia 31. Estava enterrado próximo ao campo de futebol do Jardim Palestina. Um jovem de 16 anos disse que o matou por ter levado tapas na cara. Segundo a polícia, outros duas pessoas participaram do crime. A vítima pode ter sido morta a mando de traficantes.
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A equipe de homicídios também elucidou este ano o assassinato da aposentada Maria Divina Cintra, 58, ocorrido em maio do ano passado. Os policiais descobriram que Adilson da Silva Feliciano, 33, o “Morcego”, foi o autor. Ele pretendia violentá-la e, como houve reação, bateu sua cabeça duas vezes no chão.
Para a Polícia Civil, responsável por apurar a autoria de assassinatos, medida importante para melhorar o índice de esclarecimento foi a criação, em dezembro de 2006, da equipe do setor de homicídios na DIG. Formado pelos investigadores Régis, Amato, Lucas, Nilson e Vinícius e pela escrivã Lara, o grupo trabalha com a finalidade exclusiva de apurar este tipo de crime. “A dedicação e experiência de nossos policiais, aliadas ao trabalho em conjunto com o Instituto de Criminalística, com o IML e com a Polícia Militar, têm possibilitado nossa equipe alcançar este índice de 100% no esclarecimentos dos homicídios ocorridos em 2008 na cidade”, comenta o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pela equipe.
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