Com a participação de aproximadamente 40 pessoas, o PSB realizou, no sábado, em sua sede, no Bairro São Joaquim, uma reunião com os pré-candidatos a vereador pelo partido para a eleição municipal de outubro. Sob o comando do deputado federal Marco Ubiali (PSB) e sem a participação dos três representantes da legenda na Câmara Municipal, o encontro evidenciou que a chapa apostará em nomes novos para a disputa do pleito.
O objetivo do encontro foi "peneirar" entre os pretendentes pré-candidatos com potencial para "puxar" votos e garantir uma boa bancada. Cada partido poderá lançar - caso não faça coligações - 23 nomes. A lista será fechada em junho. "Não estão todos presentes aqui, mas teremos um grupo forte, eu garanto", disse Ubiali.
A reunião começou com o deputado estabelecendo algumas regras para os os pré-candidatos e interessados em cargos públicos. A mais inusitada foi a imposição do dízimo. Cada eleito pelo PSB terá, por força de estatuto, que destinar 10% de seus vencimentos para o partido. "Tudo custa dinheiro e precisamos fazer caixa. Acho que não será tão complicado, pois há quem cobre até 20%", disse. Todos concordaram.
Os três vereadores da legenda em Franca, Joaquim Ribeiro, Válter Gomes e Maurício Chináglia, segundo Ubiali, não contribuem financeiramente com o diretório, que deixa de arrecadar, com isso, em torno de R$ 1,2 mil mensais (cada um tem salário de R$ 4,2 mil). A partir de agora, se isso ocorrer, os "inadimplentes" poderão ser desfiliados. Ribeiro, Gomes e Chináglia, aliás, não participaram do evento, o que gerou burburinhos entre os presentes. "Eles foram convidados", disse Gildo Nascimento, assessor de Ubiali e membro do PSB.
Depois, foi a hora de cada um - a exemplo do que ocorre em entrevistas de emprego - dizer aos demais por que quer ser vereador. Fugiu à regra das convenções e encontros partidários convencionais e deu uma pequena mostra do que os eleitores verão durante as campanhas. "Quero trabalhar pelos cidadões (sic)", disse um possível candidato. "A gente estaremos juntos com Ubiali (sic)", garantiu um outro.
A regra inicial de três minutos para cada um foi descumprida desde o início. O primeiro discursante, Élson Bonifácio, o "Boni", surgiu com um discurso de algumas laudas. Demorou entre cinco e seis minutos, mas a platéia suportou bem. Mas depois, lá pelo décimo orador, os discursos já batiam à casa dos dez minutos. A secretária do partido, Rosângela Teruko Ueda, teve de intervir. "Gente, já são cinco para o meio-dia e para todos falarem não podemos passar dos três minutos".
O pré-candidato e treinador do Franca Futebol Clube, Cláudio Oda, que estava do lado de fora da reunião, agradeceu. "Discursos muito longos ficam chatos demais", disse.
JOAQUIM
Ubiali falou pouco sobre a posição que o partido adotará para as eleições a prefeito. Ressaltou que, por ora, a preferência é por uma candidatura própria, com Joaquim Ribeiro encabeçando a chapa, mas também não descarta alianças.
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