“O Espírito do Senhor enche a terra!” É o domingo de pentecostes, e a Igreja exulta de alegria. Pentecostes é uma bela festa. As solenidades deste dia comemoram os acontecimentos do primeiro pentecostes, que São Lucas descreve tão vivamente nos Atos dos Apóstolos 2, 1-11.
Este relato encontra-se como primeira leitura da missa. A todos nos é familiar a cena do cenáculo de Jerusalém. O pequeno grupo de discípulos sentiu um vento forte; a seguir as línguas de fogo pousaram sobre cada um deles; começaram a falar em línguas estrangeiras, e muitos observadores converteram-se imediatamente. Esses foram os fenômenos que anunciaram a vinda do Espírito Santo no primeiro pentecostes.
A Igreja não só recorda esse acontecimento, mas o revive no mistério da liturgia. Em todas as épocas, a Igreja experimentou a presença poderosa e o influxo suave do Espírito Santo. Neste dia a Igreja celebra liturgicamente sua vinda, e pede, em oração, para que continue a vir e renovar a face da terra e a acender nos corações dos homens o fogo de seu amor.
Em nossos dias, pentecostes adquiriu relevância e atualidade maiores do que as tinha em tempos atrás. O Concílio Vaticano II lançou os alicerces para maior consciência do Espírito Santo na vida da Igreja e de cada cristão.
Todo grande movimento no seio da Igreja deve ser atribuído ao Espírito Santo.
A solenidade de pentecostes é celebrada cinqüenta dias depois da Páscoa.
No dia de pentecostes, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade dos seguidores de Cristo, produzindo uma colheita de amor; pois, como diz São Paulo: “os frutos do Espírito são: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, continência” (Gl 5, 22-23).
Foi após a volta de Cristo ao Pai que nos foi enviado o Espírito Santo. Jesus disse: “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”. (Jo 16,7). Pentecostes foi designado como o “selo”. O selo completa e autentica uma carta ou um documento. Pentecostes completa o mistério da redenção; põe o selo à obra redentora de Cristo. Os dons do Espírito Santo foram ressaltados na carta que São Paulo escreveu aos cristãos de Corinto.
Esses dons não devem ser procurados por si mesmos, e sim em benefício da comunidade. Devem ser recebidos com gratidão e administrados com cuidado e respeito aos outros. Seu fim consiste em edificar e consolidar a comunidade cristã, e não em colocar num pedestal aquele que os possui.
São Paulo nunca rejeita nem menospreza nenhum desses dons. Se usados com sabedoria, podem servir para edificar a Igreja. Mas podem ser objeto de abuso, onde o orgulho e a presunção reinam. Há diversidade de dons, porém o Espírito que os inspira é um; e o efeito dos dons, atuando todos juntos em harmonia, dará como resultado a unidade. Unidade na diversidade é o que deveria caracterizar a Igreja.
O Espírito Santo respeita a liberdade, a individualidade e os talentos especiais de cada um, distribui seus dons onde quer e a quem quer, mas a sua ação produz a união. A Igreja possui o Espírito Santo e assim ela é “missionária”. É o Espírito Santo que inspira nos fiéis o sentido de missão. Pelo Espírito Santo somos portadores da boa nova para as pessoas dando-lhes a conhecer a fé e a salvação que vem de Cristo.
A atividade missionária da Igreja leva adiante o plano salvífico de Deus no mundo. Sua vontade é que todos se salvem e alcancem pleno conhecimento da verdade. O Evangelho deve ser pregado a toda a criação, e a Igreja, sacramento de salvação, deve tornar-se presente em todos os povos. Com a festa de pentecostes encerra-se o tempo pascal.
OS DONS DO ESPÍRITO SANTO
Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.
OS FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO
A tradição da Igreja enumera doze: caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade.
AS VIRTUDES HUMANAS
As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições que regulam nossos atos. Pessoa virtuosa é aquela que livremente pratica o bem. Elas se agrupam em torno da prudência, justiça, fortaleza e temperança.
AS VIRTUDES TEOLOGAIS
Elas fundamentam, animam e caracterizam o agir moral do cristão. Há três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade.
O PECADO
É uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.
PENSAMENTO
“O Espírito Santo é a fonte de toda ciência e ensina toda a verdade, ajuda em tudo e opera as boas obras na vida dos homens”. (Catecismo Igreja Católica)
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.