A falta de pagamento dos salários do mês de abril - no valor de quase R$ 65 mil - travou a montagem do time da Francana para o segundo semestre, quando o time disputa a Copa FPF. A diretoria pretendia definir, no sábado, o nome do treinador, mas mudou de idéia e resolveu priorizar a quitação da folha.
Ainda não há dinheiro em caixa e a principal esperança dos cartolas para pagar os jogadores e a comissão técnica é obter o repasse da Prefeitura, que ajuda a bancar a equipe com R$ 20 mil mensais, mas não repassa a verba há quatro meses. O débito já chega a R$ 80 mil.
O presidente José Servino Braga confirmou um encontro com o mandante da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), Reginaldo Emídio, para negociar o recebimento da verba do governo municipal nesta terça-feira. Braga havia tentado falar com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), mas não foi atendido pelo tucano, que o encaminhou a Emídio.
A Francana teria de ter entregue um projeto na Feac em fevereiro para receber os recursos. Como não pode receber o dinheiro por não ter CND (Certidão Negativa de Débitos), teria de criar uma associação para isso. Não deu tempo e o time ficou de fora do planejamento orçamentário. Esse processo, segundo Braga, já foi concluído. Agora, o presidente aguarda o pagamento. "Sem esse dinheiro, não temos como pagar a folha", afirmou.
O nome do novo treinador, prometido para ser anunciado no sábado, será conhecido entre o fim de maio e início de junho. "Preferimos primeiro acertar a folha para podermos trabalhar com tranquilidade", disse o diretor de futebol, Telmo Barbosa.
Segundo ele, é preciso também que o clube negocie os patrocínios do uniforme e as placas no Lanchão para angariar mais fundos. Os contratos atuais encerram-se, praticamente todos, no mês que vem.
A diretoria também não definiu quem ficará no time. "Esse período é para que os atletas descansem. Se começarmos em junho, ainda teremos um mês e 20 dias para montar o time", disse Barbosa.
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