Por ano, transporte coletivo rende R$ 437 mil à Emdef


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PAGANDO CONTAS - João Marcos, presidente da Emdef, disse que o dinheiro que sobra com a comissão do transporte é destinado para o gerenciamento da empresa
PAGANDO CONTAS - João Marcos, presidente da Emdef, disse que o dinheiro que sobra com a comissão do transporte é destinado para o gerenciamento da empresa
A comissão de 5% que as empresas de transporte coletivo de Franca pagam à Emdef renderam, em 2007, R$ 437 mil ao caixa da empresa. O valor, que deveria ser utilizado em melhorias no próprio sistema de transporte, acaba indo parar no “bolo” de dívidas que a empresa acumulou nos últimos anos. No ano passado, a Emdef investiu apenas R$ 7,4 mil em reformas que resultam no conforto dos usuários. Já neste ano, mesmo com um superávit de R$ 47 mil até o mês de março, a empresa investiu apenas R$ 1,5 mil em adaptações. O valor não paga nem mesmo a cobertura de um ponto de ônibus, por exemplo, que hoje custa em torno de R$ 3,5 mil. Ao invés de comprá-los, a Emdef tem recebido doações. No mês passado, recebeu 12 novos pontos de patrocinadores. Enquanto isso, ela destina a “sobra” do transporte para pagamentos de dívidas adquiridas há anos. “Compromissos absurdos de pagamentos vêm sendo cumpridos”, reclama João Marcos Rodrigues, presidente da Emdef. Segundo ele, só o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) consome cerca de R$ 90 mil mensais. “Isso sem contar as dívidas com Petrobras, CPFL, Sabesp, entre outros, que somaram R$ 4 milhões no ano passado. A receita tem de vir de algum lugar”, disse João Marcos Na opinião do ex-diretor do Dinfra, Sérgio Simões, ao deixar de investir em melhorias no transporte, a Emdef acaba prejudicando o usuário que paga por uma conta que não é dele. “A lei é clara. O dinheiro deve ser usado na manutenção dos serviços”. Marcos Rodrigues discorda: “Não está escrito em lugar nenhum que os 5% que é cobrado da São José tem que ser revertido para ela. Ele é para gerenciamento da empresa. E é isso que estamos fazendo”.

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