Com atendimentos em seis programas diferentes, entre educação e ambulatorial, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Franca está no limite de sua capacidade. Sem possibilidade de atender a todos que a procuram, a fila de espera por uma vaga contava, até a tarde de ontem, com 79 pessoas. É a maior dos últimos três anos.
A média de espera gira em torno de seis meses e varia de acordo com o programa pretendido. Para algumas áreas, a vaga surge mais rápido, enquanto outras levam mais tempo. “São todos atendimentos neurológicos, de ação contínua. Não há como prever data de alta, porém, durante todo o tempo de espera, não descuidamos do deficiente. Estamos sempre explicando a nossa situação”, disse a diretora da entidade, Niura Costa Agostini.
Para ela, a dificuldade em abrir vagas está na falta de recursos. A criação de mais espaços demandaria verbas não só para a construção de salas, mas também para a contratação de funcionários e a manutenção das vagas criadas. “Os custos são elevados, pois precisamos de técnicos especializados e queremos oferecer um atendimento de qualidade. Essa é a nossa preocupação”.
Atualmente, são feitos 950 atendimentos mensais. As despesas superam a faixa dos R$ 200 mil/mês. Somente 48% dos gastos são cobertos pelas verbas municipal, estadual e federal. O restante advém de doações e promoções, como o Festival da Fogazza, que acontece até domingo na Praça de Eventos da entidade.
Niura tenta tranqüilizar as famílias que aguardam por uma vaga, mas disse depender quase totalmente da liberação de recursos. “Temos feito de tudo para diminuir essa espera e a ajuda da comunidade é essencial. Apenas as verbas públicas não são suficientes para atender a todos com qualidade”.
Entre as crianças, adolescentes e jovens que aguardam por uma vaga na entidade, metade é para programas educacionais e a outra para a área ambulatorial, que inclui atendimentos com fisioterapeutas, médicos, dentistas, pedagogos, assistentes sociais e terapeutas.
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