Dentro de nove dias, Restinga será uma cidade sem agência bancária. O Santander, único banco do município, encerrará suas atividades no próximo dia 17 de maio. O fechamento do banco causará uma série de transtornos para a população, principalmente para os servidores públicos e aposentados que recebem, respectivamente, salários e benefícios na agência. A partir do próximo pagamento terão que viajar até Franca para sacar o dinheiro. O motivo do fechamento, segundo o prefeito Amarildo Thomás do Nascimento (PMDB), seria a “falta de lucro”. O banco, oficialmente, disse que lacrará as portas da agência por uma estratégia de “reposicionamento da rede”.
A cidade, que tem pouco mais de 6 mil habitantes, foi informada do fechamento pelo próprio Amarildo no dia 17 de abril. Surpreso com a decisão do banco, o prefeito, que movimenta na agência R$ 400 mil apenas com folha de pagamento dos seus 250 funcionários, iniciou uma corrida contra o tempo. Ele esteve em São Paulo na companhia de vereadores para tentar convencer a gerência do banco a manter a unidade aberta. Mas não conseguiu. “Eu propus até pagar aluguel do prédio e luz. Infelizmente, eles não aceitaram. A explicação que me deram foi que o banco em Restinga não dá lucro”, disse. “A agência está em Restinga desde 1978 e, atualmente, tem 700 contas e três funcionários”, completou. A informação não foi confirmada pela assessoria de imprensa do banco, que afirmou à reportagem do Comércio que “não divulga esse tipo de assunto”.
A Superintendência de Relações do Santander informou que o encerramento das atividades da agência de Restinga faz parte de um plano de reposicionamento da rede em todo o Estado de São Paulo. Com isso, os clientes de Restinga serão transferidos para a agência da Estação, em Franca. “Na nova agência, teremos funcionários treinados para orientá-los e direcioná-los em suas transações”, afirmou Dayanne Albuquerque, da assessoria de imprensa.
Entretanto, orientação e direcionamento não são as principais preocupações dos clientes e moradores de Restinga. Para os servidores públicos e aposentados que recebem pelo banco, o problema é outro: o de locomoção. Como a maioria dos funcionários da Prefeitura não tem carro, segundo o prefeito, terão que depender de carona ou de ônibus para virem até a agência em Franca. E muitos deles têm apenas uma hora de almoço, o que não bate com o horário de ônibus. De olho no problema, o prefeito estuda alugar um veículo para transportar pelo menos os aposentados.
NOVA AGÊNCIA
Com o encerramento das atividades do Santander, a população de Restinga terá apenas uma casa lotérica como opção para pagar as contas e fazer movimentações. Amarildo Nascimento tenta agora levar outra agência bancária para a cidade. “Estive em contato com a gerência da Caixa Econômica Federal, mas ainda não tem nada de concreto. Pretendo promover outros encontros para ver se chegamos a um acordo”.
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