O comerciante Severino Rodrigues, 37, foi morto a tiros na frente do filho de 13 anos por causa de apenas R$ 200. O assassinato aconteceu dia 21 de fevereiro diante de uma chácara às margens da estrada Franca/Ibiraci e acaba de ser esclarecido pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Segundo a polícia, Ranieri Soares, 22, e Tiago Ribeiro, 23, mataram a vítima para roubar. A dupla imaginava que Severino portasse de R$ 5 mil a R$ 6 mil. Ambos foram indiciados por latrocínio e estão presos. As investigações continuam e podem resultar em novas prisões.
Morador no Jardim Luiza, Severino comprava e vendia retalhos de couro. Os criminosos descobriram que ele sempre levava expressivas quantias em dinheiro para concretizar os negócios. Resolveram assaltá-lo e prepararam uma emboscada. “Após conseguirem o número do telefone celular da vítima, passaram a ligar e dizer que pretendiam vender raspas do produto para ele. Como Severino demonstrou interesse, combinaram de se encontrar e fechar o negócio em uma chácara”, contou o delegado Márcio Garcia Murari.
O local indicado fica no Condomínio Residencial Canadá, próximo à Rodovia João Traficante. Os autores mentiram que moravam no local. O ataque à vítima era para ter ocorrido na véspera do crime, mas, devido a um problema particular com a filha, Severino não compareceu ao encontro. No dia seguinte, combinaram de se reunir no período da noite no mesmo local.
De acordo com o apurado pela polícia, Ranieri e Tiago seguiram para a chácara e ficaram escondidos em uma vegetação por 30 minutos. Severino passou pelo local com um Versailles vinho, mas não parou. Usando o celular de Ranieri, Tiago ligou para o comerciante e disse que era para ele descer e tocar o interfone quando chegasse, pois a casa ficava nos fundos. A vítima chegou à chácara três minutos depois. “Tão logo o comerciante desceu do carro, foi rendido pelos autores. Roubaram sua carteira, o telefone celular e R$ 200. O Tiago alega que Severino esboçou uma reação. Ele se assustou e efetuou cinco disparos em sua direção”, disse Murari.
A ligação feita pelo criminoso minutos antes do assassinato ao celular do comerciante foi o fio da meada para a polícia esclarecer o caso. “Rastreamos esta ligação e chegamos à pessoa que havia habilitado o celular. Depois, descobrimos que o aparelho estava na posse de Ranieri. Passamos a acompanhar seus passos”, contou o investigador Lucas.
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Ranieri foi monitorado pelos policiais e passou a figurar como suspeito ao lado do comparsa. No dia 27 de abril, antes que sua participação no assassinato fosse comprovada, ele e Tiago foram presos pela Polícia Militar acusados de roubar uma moto na Vila Santa Maria do Carmo. Na noite de terça-feira, foram retirados da cadeia com ordem judicial e levados à sede da DIG para prestar esclarecimentos sobre a morte de Severino. “Há 15 dias, já tínhamos indícios da participação deles. Nossa equipe levantou provas fortes e eles acabaram por confessar e dar detalhes”, contou o delegado Murari.
Ambos já estão presos em flagrante pelo roubo da moto e a Polícia Civil pediu, ontem, a prisão temporária deles pelo latrocínio que vitimou o comerciante. A apuração sobre o caso ainda não foi encerrada. A equipe de homicídios da DIG admite que outras pessoas possam ter envolvimento e que novas prisões podem ocorrer.
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