Indignados com a forma de atuação e as constantes ausências da diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Jerônimo Francisco Costa”, no Jardim Zelinda, um grupo de pais de alunos local pediu sua “cabeça” à secretária de Educação, Leila Haddad. Eles estiveram na manhã de ontem em frente à escola para protestar contra a continuidade de Tânia Scarabucci Cerqueira Gonzales no cargo. A idéia era pressionar para que ela fosse substituída. Não precisaram. Antes mesmo do protesto começar, chegou a notícia de que Leila já havia tirado Tânia da direção.
A insatisfação das mães com a atuação de Tânia Gonzales, que também dirige a Escola “Anor Ravagnani”, começou há três anos, logo que a servidora assumiu o posto. Para as mães, a ex-diretora agia com descaso no trato com os pais e na solução dos problemas da unidade.
Marli Catarina dos Santos Silva, mãe de um dos alunos da escola, disse que foram poucas as vezes em que Tânia esteve na escola e que, em uma delas, teria ordenado que fossem levados materiais da unidade para a Escola “Anor Ravagnani”, que fica no Jardim Esmeralda. “Ela levou caixas e aparelhos de som, ventiladores e uma máquina de lavar de alta pressão, coisas que nós havíamos conseguido com trabalho voluntário. Na época, a Tânia disse que estava levando as coisas por uma questão de segurança, mas nunca as trouxe de volta”, disse Marli.
A diretora Tânia Gonzales se defende. Disse que, no caso dos materiais, eles se encontram na própria escola. “O que acontece é que os pais querem uma diretora com dedicação exclusiva e arrumam um monte de desculpas para isso. Em 2005, eles fizeram a mesma coisa com a direção anterior e não resolveu”, disse Tânia.
As reivindicações, segundo a diretora, têm fundo político e são passionais, pois a escola “Jerônimo Francisco Costa” foi construída pela comunidade do Jardim Zelinda em sistema de mutirão. “Eles se sentem donos da escola, eu entendo isso”.
O afastamento de Tânia Gonzales da “Jerônimo” ocorreu no dia 30 de abril. “Estamos atendendo a reivindicação da comunidade, que é justa”, disse Leila Haddad, secretária municipal da Educação. Uma coordenadora da escola assumiu a direção da instituição do Zelinda.
Tânia permanece como diretora da “Anor Ravagnani”, onde os pais fazem hoje uma reivindicação por sua permanência.
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