Colheita de café deve contratar 30 mil trabalhadores neste ano


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EMPREGO NO CAMPO - Cafeicultores da região se preparam para começar a colheita do café que, neste ano, renderá 1,5 milhão de sacas; trabalhadores ganham, em média, pouco mais de R$ 10 por dois alqueires de colheit
EMPREGO NO CAMPO - Cafeicultores da região se preparam para começar a colheita do café que, neste ano, renderá 1,5 milhão de sacas; trabalhadores ganham, em média, pouco mais de R$ 10 por dois alqueires de colheit
Trabalhadores da Bahia, do norte de Minas Gerais, do Paraná, além dos de municípios vizinhos, começam a invadir 13 cidades da região nos próximos dias. Cerca de 30 mil profissionais são esperados para a colheita de café que, neste ano, deve render 1,5 milhão de sacas. Por conta das recentes chuvas e de grãos verdes em algumas plantações, a colheita ainda não começou efetivamente. Durante o período de trabalho, cada profissional pode ganhar até R$ 1,6 mil mensais. Nos municípios onde a panha já começou, os serviços são limitados. É o caso de Pedregulho, que tem a segunda maior produção da região - perdendo apenas para Ibiraci (MG). “Acredito que dois ou três cafeicultores começaram. A colheita começará pra valer somente no fim do mês”, disse o presidente do Sindicato Rural daquele município, Ely Martin, que também é cafeicultor e aguardará alguns dias para iniciar sua colheita. Entre os poucos que começaram está o cafeicultor Marlon Dutra de Faria, que calcula colher 80 sacas. “Ainda tenho grãos verdes, mas antecipei a colheita porque mais para frente não consigo mão-de-obra”. Faria contratou oito pessoas para trabalhar na lavoura de 20 mil pés. A contratação, geralmente, é feita diretamente pelo cafeicultor ou pelos chamados “gatos”, profissionais que buscam os trabalhadores. No município, a previsão é que 8 mil pessoas sejam contratadas. O mesmo quadro é percebido em Patrocínio Paulista. O presidente do Sindicato Rural, Irineu Andrade, acredita que apenas uma propriedade iniciou a colheita. “A chuva atrasou o início da safra. Colheita mesmo só depois de 15 de maio”. O mesmo pode ser sentido nas fazendas de Ibiraci, maior produtor de café da região. O presidente da entidade, Gaspar dos Reis Tavares, calcula que o trabalho nas lavouras terá início após 20 de maio. “Uma fazenda ou outra que antecipou a panha”. O alto número de contratados está diretamente ligado à “supersafra” de 2008, a maior dos últimos sete anos. O número de catadores poderia ser ainda maior não fosse o crescimento da colheita mecanizada. O presidente do Sindicato Rural de Patrocínio Paulista, Irineu Andrade, calcula que mais de 50% da safra daquele município seja colhida com a ajuda de máquinas. “Esse número deve continuar crescendo. Uma máquina faz o trabalho de 100 homens por dia. Além disso, os cafeicultores não têm problemas com questões trabalhistas. Hoje em dia tem até empresa que trabalha apenas com o aluguel de máquinas. Infelizmente a tendência é essa”. A mesma opinião é compartilhada pelo presidente do Sindicato Rural de Pedregulho, Ely Martin. Segundo Martin, naquele município o aluguel de uma máquina por uma hora custa, em média, R$ 160. “Com uma hora de trabalho, é possível colher 80 alqueires de café. No mesmo tempo, o catador colhe apenas dois alqueires e ganha pouco mais de R$ 10. Se for ver, fica bem mais barato alugar uma máquina”. Mesmo com o crescimento da colheita mecanizada, o Ministério do Trabalho promete fiscalizar as fazendas da região. No alvo estão as condições dos alojamentos e o registro dos catadores.

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