Tradicional, pizza, bacalhau, escarola com ricota, nordestina, calabresa com brócolis, frango com catupiri e quatro queijos. Com oito sabores diferentes de fogazza, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Franca inicia hoje, na sua Praça de Eventos, a 5ª edição do Festival da Fogazza.
A festa segue até domingo e tem como objetivo angariar fundos para a manutenção da entidade, que faz 950 atendimentos mensais. Esse será o primeiro ano em que o Festival da Fogazza acontecerá no novo espaço de eventos da Apae (localizado ao lado da entidade, na Avenida Dom Pedro). Todas as edições anteriores foram realizadas no Shopping do Calçado.
A preparação para o festival começou há dois meses e envolve mais de 180 pessoas entre funcionários da Apae, pais e voluntários. As peças de presunto, os queijos, a carne-seca, os litros de óleo, os pacotes de farinha de trigo, o frango desfiado, as caixas de tomates e os demais ingredientes já estão separados e, até o fim da festa, na noite de domingo, deverão ser transformados em 20 mil fogazzas ou algo em torno de 5 mil salgados por noite.
Niura Costa Agostini, diretora da Apae, está entusiasmada com o evento e espera reunir nas quatro noites dez mil pessoas. “Peço que a população venha ajudar a Apae. As fogazzas são artesanais, feitas uma a uma pelas funcionárias da casa. Vale a pena experimentar”.
As fogazzas terão de 25 a 30 centímetros de comprimento e serão vendidas a R$ 4. Além dos “pastelões”, também haverá espetinho, bombons, bebidas e crepes. Uma área de recreação com brinquedos como cama elástica será montada no recinto para divertimento das crianças. Hoje e amanhã, a festa começa a partir das 19 horas. No sábado e domingo, as barracas abrem às 16 horas.
A FOGAZZA
A diretora da Apae, Niura Costa Agostini, diz que a receita da fogazza preparada para o festival é guardada a sete chaves. A chefe de cozinha da instituição, Maria das Graças, sabe de cada detalhe, mas também se recusa a divulgá-los. “Venham saborear a fogazza na festa, quem sabe descobrem”, brinca.
Niura revela que a receita original veio de São Paulo, direto das festas italianas realizadas naquela cidade, e foi adaptada para o cenário francano. “Mudamos a quantidade de fermento, inventamos novos recheios e resolvemos fritá-la ao invés de fazê-la assada”.
Entre o tempo de preparo da massa, crescimento e fritura, são noventa minutos. Para a escolha do recheio, a Apae realiza um teste de degustação entre os próprios funcionários. Algumas são aprovadas, outras recusadas. “Começamos com apenas dois sabores na Festa de San Gennaro. Foi um sucesso, depois fomos colhendo informações, dicas e resolvemos fazer o festival para angariar recursos no primeiro semestre e hoje já são oito sabores diferentes”, explicou a diretora.
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