Para ser uma mãe feliz


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Ser mãe é algo imensuravelmente bom para a mulher, certo? Não é o que descobriu pesquisa das Universidades de Michigan e de Harvard. Peter Ubel e Daniel Gilbert descobriram que cuidar dos filhos não é tão bom assim. O estudo, com 900 mulheres, mostrou que elas apontam como atividade mais prazerosa comer, exercitar-se ou assistir à televisão do que cuidar dos filhos. E a maternidade só é mais agradável – ligeiramente – que o trabalho doméstico, o trabalho profissional e fazer o trajeto do trabalho para casa. Mas não se preocupem. Não significa que não amam seus filhos. Essas descobertas estão camufladas nas declarações das mães. Acontece que as mães pensam somente nos momentos alegres que passam com seus filhos. A coisa muda quando elas são questionadas diretamente nas atividades rotineiras, como vestir, alimentar, dormir. Aí elas se lembram da dureza do dia. Por outro lado, a pesquisa serve para que as mães aprendam a sentir mais felicidade de sua maternidade. E o primeiro passo para isso é valorizar o que se faz, no sentido de reconhecer o valor, ver a importância de cada gesto. O segundo passo, é aceitar quando se está estressada. É perfeitamente normal estar frustrada, angustiada, nervosa e cansada. Essas condições são humanas e ninguém deve sentir-se mal por isso. Outro ponto muito importante é o sono, deve-se dormir bem. O melhor possível. Outra pesquisa da Universidade de Michigan, conduzida por Norbert Scharz, mostrou que uma hora a mais de sono é mais gratificante do que ganhar mais do que 5 mil dólares de salário mensais. Por isso, arrume horário para uma hora a mais de sono. Outro conselho às mães é repensar as próprias prioridades. As considerações do organizadores da pesquisa são boas, se puder pagar alguém para arrumar sua casa, pague. Se não puder, reflita no quanto ela precisa estar arrumada. Ajuste as velas e siga o vento, faça atividades que lhe dêem prazer. As crianças podem ser de uma convivência agradabilíssima, basta seguir suas descobertas e curiosidade. Outra dica dos especialistas é saborear o momento. Cada minuto deve ser aproveitado, evitar querer fazer diversas coisas ao mesmo tempo e aproveitar cada momento, cada café, cada lanche. Bastante importante para a felicidade da mãe é dedicar-se a manter a coesão da família, ou seja, estar atenta ao marido. Muitos casamentos não superam a fase infantil das crianças porque as mães acreditam que podem cuidar do casamento quando seus filhos atingirem a fase juvenil. Ledo engano. Para manter o relacionamento, os casais têm que se dedicar a si mesmos. Finalmente, a dica de ouro: usar muito a palavra “obrigada”. Sentir-se grata é um gerador de bom humor. Talvez seja por isso que as vovós estejam sempre alegres e agradecendo a Deus por tudo. Outra coisa que pode ser boa é escrever diariamente o que aconteceu de bom. Quem faz isso mantém à mente boas lembranças, sente-se melhor. A maternidade é um fardo, mas pode e deve estar recheada de alegrias. Que todas as mães tenham um feliz dia. Mário Eugênio Saturno é tecnologista do INPE e professor do Instituto de Ensino Superior de Catanduva

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