Sem dinheiro, egresso fica sem apoio


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Na fazenda do Proreavi, internos fazem a manutenção do local. Nas horas vagas, diversão é na quadra ou em campo
Na fazenda do Proreavi, internos fazem a manutenção do local. Nas horas vagas, diversão é na quadra ou em campo
Para Eliana Justino, o que mais a incomoda na falta de recursos é a impossibilidade de ampliar o leque de atendimentos e ajudar aos egressos do Proreavi. “O trabalho após a desintoxicação é ainda mais importante para evitar uma recaída e para reinserir os pacientes no convívio social, com familiares, na procura por um emprego”, diz. Juninho (21 anos), Cláudio (35), Cleber (28) e Tiago (23), por exemplo, prefeririam ter uma “mão” do lado de fora da instituição. “Eu tenho o apoio da minha namorada, que me envia cartas e confia que eu vou sair daqui ‘limpo’. Mas e depois? Será que a gente consegue emprego, por exemplo?”, disse Juninho, que engordou 9 quilos depois de uma semana na fazenda para se livrar do vício da cocaína e se internar na casa. Na casa pela segunda vez, Cleber bem sabe como é difícil se reintegrar na sociedade e não ter uma recaída. “A gente precisa de força para encarar o preconceito lá fora e aprender a evitar as falsas amizades, que só nos levam para o abismo de novo”, disse. Eliana encara este sonho como um desafio. “Nós ainda vamos conseguir atender mais gente e dar suporte após o tratamento”, afirma.

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