Infância perdida para as drogas


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Vitor* tem 13 anos e, portanto, é considerado adolescente segundo o próprio ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Mas ele pouco se lembra de sua infância, fase que deveria ter vivido anteriormente. Brincadeiras com os amigos, bolinhas de gude, peão ou carrinhos não fizeram parte de sua vida. O garoto se envolveu com as drogas aos 9 anos e, durante dois anos, “suspendeu” seu lado criança. Só comemorou seu primeiro aniversário na passagem de 12 para 13 anos, dentro do Proreavi. Quem viu tudo acontecer de fora, como as voluntárias do projeto, conta que foi um dos momentos mais emocionantes de suas vidas. “Ele chorou muito quando viu o bolo e que a festa era para ele. Nunca vou esquecer”, disse Talita Justino. Sete meses depois, Vitor está “limpo” e deve sair da fazenda. Mas segundo a coordenadora do local, Talita Gisele Justino Mendonça, o garoto ainda não tem para onde ir. Abandonado pela mãe desde os 9 anos e com o pai na cadeia por tráfico, o garoto ainda terá que esperar a inauguração do Recanto do Aconchego para deixar a instituição. “Ele está muito ansioso para sair. Ele conta os dias para deixar o Proreavi e poder voltar para sua família. Só que ele não tem uma”, disse. (*) Nome fictício para manter a identidade do menor em sigilo como exige a lei

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