A Associação Proreavi (Projeto de RestaurAção de Vidas) precisa de ajuda. Com uma conta mensal que gira em torno de R$ 30 mil, a instituição que cuida da reabilitação de dependentes masculinos de drogas e álcool a partir dos 12 anos de idade encontra dificuldades de manter o atendimento a seus 31 internos. Pior, possui estrutura - e demanda - para ampliar o número de pacientes, mas a falta de recursos é fator limitante.
Conta com doações de empresas, pessoas físicas, pais de internos e arrecadação do departamento de telemarketing. Para afastar o fantasma constante da crise financeira, ainda promove eventos periódicos para arrecadar fundos, como o que vai acontecer no próximo dia 29 de maio, em um jantar no salão Coliseu com venda de ingressos individuais e mesas.
Todos os dias, a sede do Proreavi, no Bairro São José, recebe mais quatro pedidos de internações, o que se traduz em mais de cem solicitações de atendimentos por mês, entre visitas diretas e telefonemas. São mães, pais ou responsáveis desesperados com o envolvimento e dependência de seus parentes com o álcool ou entorpecentes. Mantém uma fila de espera de 11 pessoas, pois só pode integrar novos pacientes a seu grupo de apoio após o término do tratamento dos outros, o que dura cerca de sete meses. “É uma pena não podermos atender mais gente, mas, se operarmos com nossas contas além do limite, elas fogem ao controle”, disse a presidente da entidade, Eliana Justino.
Na fazenda onde funciona o projeto, os pacientes recebem auxílio psicológico e espiritual, ocupam-se dos afazeres do local durante o dia, como limpeza e manutenção da casa-sede, das hortas, do pomar e dos animais. Têm algumas horas de lazer e diversão e também reservam alguns minutos por dia para as orações. Toda a semana recebem orientações profissionais, aprendem a fazer artesanatos, bijuterias, crochê e tricô, além de terem aula de português e matemática. Cinco refeições são servidas diariamente.
Para manter uma estrutura como essa, são necessários cerca de R$ 800 por pessoa por mês. Segundo a coordenadora Talita Gisele Justino Mendonça, o Proreavi não necessita apenas de apoio financeiro, mas de materiais e voluntariado. “Sentimos muito a falta de uma psicóloga e de uma fonoaudióloga para acompanhar alguns de nossos internos. Além disso, é importante a doação de equipamentos e produtos para nosso artesanato”, disse.
A casa-sede em que os 31 internos dormem é bem cuidada, mas também precisa de uma reforma, bem como os móveis do local. “Tudo aqui é bem cuidado pelos internos, mas acho que, se recebêssemos doações de móveis novos, teríamos um estímulo a mais para a recuperação deles. Estaríamos trabalhando também com sua auto-estima”, disse a professora Pamela Natália Malaspina Gonçalves.
Quem quiser ajudar o Proreavi deve ligar para (16) 3702-1966.
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