Um ano e sete meses após paralisar totalmente sua produção, a Samello, uma das mais tradicionais empresas francanas, voltou a trabalhar com calçados. Com 41 funcionários, está comprando a produção de outras dez fábricas e fazendo o acabamento de parte dos sapatos que levam sua etiqueta dentro do prédio de sua sede. Por mês, estariam passando pela Samello entre 5 e 6 mil pares de calçados, o que representa entre 30 e 40% do total comprado pela marca.
Miguel Sábio de Mello, presidente da Samello, disse que aos poucos a empresa está se recuperando. Dos 41 empregados contratados, seis estariam na linha de produção (fazendo o acabamento, inspeção e expedição dos calçados terceirizados) e outros 35 trabalhando na parte administrativa da empresa.
O destino dos pares comprados e finalizados pela Samello são as lojas franqueadas montadas em diversos pontos do Brasil.
O número, apesar de pequeno para o que já foi a empresa, é visto com otimismo por Miguel. “Estamos correndo. Temos uma entrada de pedido razoável. É baixa ainda, mas já começou a movimentar um pouco. Temos feito alguma coisa de terceirização e já começamos a fazer acabamento lá dentro. Já que é um começo, dentro daquilo que estávamos programando.”
O processo de finalização engloba a instalação de calcanheiras, ponteamento, acabamento final e o empacotamento dos produtos, antes de serem mandados para o mercado. Miguel ressalta o número de contratados deve crescer, mas não soube informar a quantidade e as datas. “Isso vai depender do volume dos pedidos daqui para frente”.
NO MESMO PRÉDIO
A exemplo do que fez o grupo Amazonas, a Samello também resolveu compactar sua estrutura para otimizar os recursos. Para isso, transferiu a produção da Vaccaro, empresa que trabalha na produção de solado, para o prédio-sede do grupo na General Osório. “Além de movimentar o prédio e fazer uma manutenção melhor, consegui juntar as áreas de transporte, segurança, entre outros setores”.
Além de reduzir os custos, a transferência possibilita a venda do antigo prédio da Vaccaro para abater a dívida da empresa, estimada em R$ 60 milhões em fevereiro deste ano. “Ainda estamos negociando”, disse Miguel.
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