De olho nas eleições municipais, servidores públicos deixam cargos


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De olho nas eleições municipais de 5 de outubro, 12 funcionários, entre servidores e secretários, deixaram ou pretendem deixar o cargo até junho para se candidatar. A troca de funcionários já começou nas prefeituras dos municípios de Patrocínio Paulista, Rifaina, Ribeirão Corrente e Restinga. O afastamento precisa acontecer por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para evitar que os servidores e secretários utilizem o cargo para angariar votos e conquistar a simpatia de eleitores. O prazo para os secretários terminou em março, já que o desligamento do cargo deve ser feito seis meses antes das eleições. Os demais funcionários devem siar em agosto. A médica Regina Freitas Lopes, que foi secretária de Saúde de Patrocínio Paulista nas duas últimas administrações, foi uma das que deixaram o cargo. “Ainda não sei dos meus planos. Deixei o cargo por problemas familiares”, disse ela, que nunca foi candidata em uma eleição. Ao se afastar do cargo, Regina Lopes continuará atuando como médica do PSF (Programa de Saúde da Família). O posto dela foi ocupado pelo então chefe de gabinete, Flaubert Noda. A chefe do Departamento Pessoal de Ribeirão Corrente, Dalva Regina Souza, recebeu o pedido de afastamento de dois funcionários. O primeiro a sair foi o Rodrigo Alcântara que respondia pela Secretaria de Saúde. “Ele assumiu o cargo de motorista da ambulância”, disse Dalva. A outra funcionária, Sevelisa da Silva, não é mais assessora de departamento do Fundo Social de Solidariedade. De olho no cargo de vereadora, ela voltou a trabalhar como recepcionista da entidade. “Sempre gostei de participar de política. Até me candidatei há oito anos, mas não obtive muitos votos. Acredito que agora estou mais experiente”. O responsável pelo Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura de Itirapuã, Hélio Bertelli, disse que quatro funcionários já manifestaram interesse em se candidatar nas próximas eleições e devem deixar o cargo até junho. “São três motoristas e uma monitora do Fundo Social. Só não tivemos nenhum secretário interessado em se afastar”, disse. Como os servidores públicos ainda têm um tempo para decidir se concorrerão nas próximas eleições, Bertelli acredita que o número deve aumentar. “Tem muita gente que ainda não se manifestou, mas deve se afastar ainda”. Em Restinga, as Secretarias de Saúde e de Serviços Urbanos “perderam” os chefes para as eleições. “No caso da Secretaria de Serviços Urbanos, a pasta foi assumida pelo encarregado Romildo Tomás Nascimento”, disse a responsável pelo Recursos Humanos da Prefeitura, Renata Soares. Donizete Montagnini deixou a Secretaria de Saúde que atualmente é administrada por Moisés Radaeli. Na Prefeitura de Batatais, nenhum secretário se afastou do cargo. O mesmo não acontecerá entre os servidores públicos. O chefe de gabinete, José Paulo Fernandes, acredita que mais de cinco pessoas devem se afastar.

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