Um exército de candidatos a vereador se prepara para invadir - literalmente - a vida dos eleitores em Franca. As armas são conhecidas: panfletos, programas de rádio e TV, além, é claro, do tradicional corpo-a-corpo. Nas últimas eleições municipais, em 2004, foram 251 concorrentes. Para este ano, considerando-se os 22 partidos aptos à disputa e as 23 vagas disponibilizadas para cada legenda, o número poderá chegar a 506. Fora os correligionários, amigos e parentes que deverão colaborar com a “invasão” política.
A campanha começará, oficialmente, no dia 6 de junho, mas os futuros candidatos já se preparam: traçam metas de campanha - financeiras e estratégicas -, recrutam conhecidos e familiares e estudam a melhor forma de conseguir votos. Mas, muitas vezes, chegam ao mesmo ponto. Com as restrições impostas pela Justiça Eleitoral, a abordagem direta das pessoas deverá ser a forma mais utilizada de marketing eleitoral. Está proibida a fixação de outdoors, distribuição de brindes e camisetas e realização de showmícios,
O ex-vice-prefeito de Franca entre 1997 e 2004, Cassiano Pimentel (PT), pré-candidato a vereador, disse que a realidade das grandes campanhas é passado. Ele, que quando disputou a Prefeitura de Franca em 2004 contou até com show do cantor Leonardo, garante que privilegiará o diálogo com a população para angariar votos. “Vou focar no contato pessoal e levar às pessoas minha opinião sobre a imagem desgastada da Câmara”, disse.
Para ele, as restrições na campanha serão benéficas para o processo eleitoral. “Já presenciei campanhas para vereador mais caras que campanhas para prefeito (...) Quando um candidato gasta muito, ficam dúvidas sobre os motivos que o levam a isso”.
Para os partidos nanicos -sem dinheiro em caixa para investir -, o corpo-a-corpo será a única opção. No PTN, por exemplo, partido com 68 filiados em Franca, a previsão de investimento é de R$ 1 mil por candidato. “A única esperança nossa é no contato com as pessoas. Iremos de encontro a elas. Ou então, podemos nos coligar com um partido grande que nos dê pelo menos material de campanha”, disse o vice-presidente do partido, Luiz Ribeiro.
Para alguns candidatos, o contato próximo com os eleitores não é problema. É o caso do vereador Donizete da Farmácia (PMN), que, além de comerciante, é dirigente do Atlético, time do Jardim Brasilândia que disputa o campeonato varzeano da cidade. “Não investi muito em campanha. Eu só tive o trabalho de as pessoas saberem que eu estava concorrendo”, disse ele, que vai tentar a reeleição.
MATEMÁTICA DAS CADEIRAS
O número de candidatos a vereador de cada partido ou coligação é determinado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para as legendas que optam por entrar sozinhas na disputa, são disponibilizadas, no máximo, 23 inscrições. O número é obtido somando-se 150% ao número de cadeiras em disputa, 15 no caso de Franca.
Já as coligações podem apresentar até 30 candidatos, ou 200% sobre as 15 vagas do Legislativo. Este limite será o mesmo para todas as alianças, independente da quantidade de partidos que as compuser.
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