No período de 1º de janeiro a 31 de março, a Polícia Militar de Franca prendeu 350 pessoas. O número se refere a criminosos pegos em flagrante e a condenados capturados. Traficantes e ladrões são a maioria dos presos. Na média, foram quatro detenções por dia. O saldo do balanço de produtividade da PM no primeiro trimestre representa a população atual da cadeia do Jardim Guanabara, que, na tarde de sexta-feira, era de 354 detentos. A capacidade aceitável é de 218.
No mesmo período do ano passado, haviam sido feitas 285 prisões. O crescimento foi de 22%. “O número é resultado da massificação de policiais nas ruas e de um trabalho de inteligência. Atuamos com base nas informações apuradas em nossa estatística e monitoramos pessoas envolvidas com a criminalidade. Temos feito um grande esforço preventivo”, disse o capitão Alexandre Wellington de Souza, comandante da Companhia de Força Tática.
Ao longo de 2007, a Polícia Militar realizou 684 flagrantes, que resultaram na detenção de 828 criminosos (há casos em que mais de uma pessoa é presa por ocorrência). Também foram capturados 393 procurados pela Justiça. A maior parte das prisões se refere a pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Em seguida, aparecem as detenções por furto e roubo.
Para as autoridades, o combate ostensivo é uma das razões para explicar a queda da criminalidade em Franca. Números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, quarta-feira, indicam que todas as modalidades de crime caíram na cidade no primeiro trimestre de 2008 em comparação ao mesmo período do ano passado. Ocorrências de homicídios reduziram de sete para dois; roubo de veículos de 18 para sete; furtos de veículos de 163 para 113; roubos de 201 para 164 e furtos em geral caíram de 1.620 para 1.438.
Ao mesmo tempo que mostram uma atuação eficaz por parte dos policiais, os números de prisões comprovam a necessidade urgente da construção de uma nova unidade prisional em Franca. No princípio de março, uma rebelião destruiu parcialmente a Cadeia do Guanabara. Uma semana depois, 192 presos foram transferidos para penitenciárias no interior do Estado. Em menos de 30 dias, o presídio estava lotado novamente. “A cadeia pública não atende mais à demanda de uma cidade como Franca. Precisamos mesmo é do CDP. Aqui se prende muito e, em breve, poderemos ficar sem ter onde colocar nossos presos”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim, diretor da cadeia.
Há uma semana, o secretário estadual do Meio Ambiente, Francisco Graziano Neto, assinou a licença ambiental para instalação do CDP de Franca. Era o último entrave burocrático para que o contrato fosse firmado entre o Estado e a empresa vencedora da licitação. Ainda não há uma previsão para o começo das obras.
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